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Finanças

08/02/2018

Copom reduz a Selic para 6,75% ao ano

Com a decisão do comitê do Banco Central, a taxa básica ficou abaixo de 7% pela primeira vez
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O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da economia/Marcelo Camargo/ABr
Brasília - Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiram, por unanimidade, reduzir a Selic (a taxa básica de juros) em 0,25 ponto percentual, de 7% para 6,75% ao ano. O corte, anunciado ontem pela instituição, foi o 11º consecutivo. O movimento colocou a Selic no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.

Com o corte de 0,25 ponto da Selic, o Banco Central deu continuidade ao processo de desaceleração do ritmo do atual ciclo monetário, como vinha sinalizando em suas comunicações.

No comunicado que acompanhou a decisão, a instituição afirmou que a evolução do cenário básico, em linha com o esperado, e o estágio do ciclo de flexibilização tornaram adequada a redução da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual.

O BC sinalizou ainda que, para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, o Copom deve interromper o ciclo de cortes na Selic. “Essa visão para a próxima reunião pode se alterar e levar a uma flexibilização monetária moderada adicional, caso haja mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos”, ponderou a autoridade monetária.

“O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação”, completou o colegiado.

No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro -, o BC manteve sua projeção para o IPCA em 2018 e 2019, ambas em 4,2%. A autoridade monetária não divulgou projeção para a inflação de 2020.

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Repercussão – O presidente interino da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Luciano Araujo, afirmou, em nota, que o movimento de redução da Selic é notável. Ele lembrou que em outubro de 2016 a taxa estava em 14,25% ao ano. “Juros menores favorecem o ambiente de negócios no Brasil, que ainda tem uma longa agenda para alcançar os padrões internacionais”.

Porém, Araujo alerta sobre o risco caso a pauta de reformas fiscais seja paralisada em virtude das eleições. Ele cita a possibilidade de um colapso nas contas públicas sem uma reforma da Previdência.

O presidente interino da Fiemg destaca ainda que os EUA aprovaram recentemente um agudo corte de impostos para os setores produtivos, o que nos afeta diretamente. “A concorrência internacional por atração de investimentos é cada vez mais acirrada, e vamos perdendo essa batalha com um sistema tributário complexo e oneroso como o nosso”.

Bancos - Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander anunciaram, na sequência da decisão de cortar a Selic, que vão repassar a redução para suas principais linhas de crédito. Os juros menores vão beneficiar, conforme comunicados dessas instituições, pessoas físicas e jurídicas. Trata-se da nona redução consecutiva que os bancos anunciam desde o início do processo de afrouxamento monetário por parte do Banco Central.

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