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Economia

14/11/2017

Criminalidade impacta indústria mineira

Prejuízo com furtos, roubos e vandalismo chega a 0,2% do faturamento bruto, aponta levantamento
Ana Amélia Hamdan
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A insegurança interfere na hora de o empresário investir/Eric Gonçalves
Cerca de um terço das indústrias mineiras foi alvo de furtos, roubos ou vandalismo no ano passado. E essa violência, além de provocar uma série de desgastes, cobra um preço alto do setor. Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) revela que prejuízos com esses crimes chegam a 0,2% do faturamento total bruto das indústrias. E não é só isso: os gastos com segurança privada e aquisição de seguros absorvem, respectivamente, 0,35% e 0,36% do faturamento. Com isso, há perda de competitividade.

“O empresariado se queixa de que o recurso que poderia estar sendo aplicado no aumento da produção, capacitação de empregados e expansão nos negócios acaba indo para contratação de segurança e seguros”, diz a economista da Fiemg Annelise Fonseca. O estudo apontou ainda que o problema interfere na hora de investir: para 38% dos empresários entrevistados, a falta de segurança afeta muito ou moderadamente a decisão sobre investimentos.

Segundo a economista, não há valores absolutos do prejuízo causado à indústria por problemas decorrentes da violência em Minas. No Brasil, a falta de segurança gerou prejuízo de R$ 27,1 milhões em 2016, de acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A Sondagem Industrial Especial – Segurança foi realizada pela primeira vez e traz dados referentes a 2016. Foram consultadas 202 empresas entre os dias 3 e 17 de abril deste ano.

De acordo com a pesquisa, dos empresários ouvidos, 37% disseram que suas empresas foram alvo de furto, roubo ou vandalismo em 2016. Do restante, 59% disseram que não foram alvo desses crimes e 4% não deram resposta. Dos entrevistados que foram vítimas de roubos, furtos e vandalismo, a maioria (64%) disse que teve perdas de até 0,5% no faturamento bruto anual.

Ainda segundo a pesquisa, 62% dos entrevistados perceberam que esses crimes aumentaram nos últimos três anos. Para 23%, o problema manteve-se constante, enquanto 3% responderam que diminuiu. Outros 12% não responderam.

Os tipos de crimes mais comuns foram roubo e furto em canteiro de obras, citado por 33% dos entrevistados; e roubo e furto de estoques e armazéns, também com 33%. Em seguida são citados vandalismo, com 23%; e roubo e furto de carga, com 22%. O somatório dos índices pode ficar acima de 100%, já que é possível assinalar mais que uma alternativa.

Serviços - Quase a metade dos empresários (48%) disse que se utiliza de serviços de segurança privada. Os serviços são usados principalmente nos escritórios, lojas ou locais de atendimento (67%); armazéns e estoques (41%); canteiro de obras (25%) e transporte de carga (16%). Dos que contrataram serviços de segurança, a maior parte (61%) investiu até 0,5% no serviço.

Mais da metade dos entrevistados (55%) possuíam seguro contra roubo ou furto em 2016. Os serviços são utilizados principalmente para escritórios, lojas ou locais de atendimento (55%); armazéns e estoques (50%); transporte de carga (49%) canteiro de obras (20%). Das empresas que contrataram o seguro, 49,2 % gastaram até 0,5% do faturamento.

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