22/07/2018
Login
Entrar




Economia

19/06/2018

Crise afeta educação de jovens em Minas Gerais

Presença de estudantes mineiros de 18 a 24 anos nas salas de aula recuou 9,8% em 2017
Ana Amélia Hamdan
Email
A-   A+
O acesso à escola em Minas Gerais mostrou avanço na maioria dos níveis educacionais na passagem de 2016 para 2017. Entretanto, os efeitos da recessão econômica também bateram à porta da educação e são apontados como uma das causas da queda de 9,8% na presença dos jovens de 18 a 24 anos nas salas de aula, que em 2017 foi de 29,4%, enquanto em 2016 era de 32,6%. Os dados fazem parte de levantamento realizado pela Fundação João Pinheiro a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC).

“Uma das causas dessa queda (da frequência escolar na faixa de 18 a 24 anos) pode ser a crise econômica. Em função da recessão, o jovem pode precisar sair da escola para trabalhar e ajudar em casa. Às vezes, algum dos pais perdeu o emprego, por exemplo. Além disso, pode haver dificuldade em pagar mensalidades”, explica a pesquisadora da Fundação João Pinheiro Juliana Riani, responsável pelo estudo.

No País, a taxa de escolarização dos jovens de 18 a 24 anos era de 32,8% em 2016, passando em 2017 para 31,7%, havendo queda de 3,35%.

Em Minas, ainda quanto à frequência escolar, o único segmento no qual pode ser considerado que há universalização é de 6 a 14 anos, com índices de 99% de acesso, ficando praticamente constante em 2017 em relação ao ano anterior. Entre 4 e 5 anos, o índice foi de 94%, com alta de 1% na passagem de 2016 para 2017. Na faixa etária de 15 a 17 anos, o índice foi de 90,3%, com crescimento de 2,5%.

De 0 a 3 anos, o índice de acesso foi de 32,2% em 2017, com alta expressiva de 13,38%. De acordo com Juliana Riani, nessa faixa etária, o objetivo do Plano Nacional de Educação é chegar a 50%. “Nessa faixa etária, nem toda família quer colocar a criança na escola. Mas o ideal é que, se houver essa necessidade, que tenha a vaga”, informa.

Leia também:
Analfabetismo diminui no Estado

“Nem-nem” -
Outro dado que pode estar atrelado aos efeitos da recessão é o avanço dos chamados “nem-nem”, ou seja, jovens que não estudam e não trabalham. Em Minas, em 2017, 24,7% dos jovens de 18 a 24 anos estavam nessa situação. No ano anterior, esse índice era de 21,9%.

“Esse fenômeno tem várias explicações e não é só brasileiro. Há uma percepção por parte do jovem de que a escola não faz diferença na vida dele. Por outro lado, também há dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, o que está ligado ao momento de crise econômica”, diz Juliana Riani.

A pesquisadora destaca também que, de modo geral, entre a população que se autodeclarou preta ou parda, os indicadores são piores. “Entre essa população, há maior taxa de analfabetismo e menor acesso à educação. Isso vai impactar na entrada dessas pessoas no mercado de trabalho, levando à permanência de situação de vulnerabilidade”, alerta.
Exemplo disso é que, entre a população branca de 18 a 24 anos, 31,7% cursavam o ensino superior, mas esse índice cai para 16,9% entre pretos e pardos.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

21/07/2018
Renovação da concessão da EFVM pode ser resolvida na Justiça
Estados de Minas e ES discordam do investimento da ferrovia fora da área de atuação
21/07/2018
Pessimismo aumenta na indústria mineira
Em julho, índice que mede a confiança do setor no Estado voltou a recuar e fechou em 47,1 pontos
21/07/2018
Minas mantém sequência de superávit
Em junho, saldo foi positivo em 12.143 postos de trabalho, somando 91.506 no semestre e 45.995 em 12 meses
21/07/2018
Brasil fecha 661 vagas com carteira assinada
Brasília - O Brasil encerrou o mês de junho com o fechamento de 661 vagas de emprego com carteira assinada, de acordo com o saldo entre contratações e...
21/07/2018
Governo quer leilão da Eletrobras até agosto
Perspectiva de encerrar processo até o fim do próximo mês tentará evitar liquidação de distribuidoras
› últimas notícias
Exportações de soja devem ser recorde no próximo ano
Renovação da concessão da EFVM pode ser resolvida na Justiça
Pessimismo aumenta na indústria mineira
Minas mantém sequência de superávit
Brasil fecha 661 vagas com carteira assinada
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


21 de julho de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.