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Economia

02/12/2014

CT-Nanotubos terá aportes de R$ 36 milhões

Investimentos serão destinados à construção da estrutura física e à aquisição de equipamentos de última geração
Luciane Lisboa
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Ao centro, Sumio Iijima, físico japonês que descobriu o nanotubo, ao lado de Marcos Pimenta e pesquisadores/UFMG / Divulgação
Começam em janeiro as obras de construção da sede do Centro de Tecnologia em Nanotubos de Carbono (CT-Nanotubos), no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec). Primeiro da América Latina, a unidade, que já funciona de forma provisória no parque, vai possibilitar a fabricação em grande escala de nanotubos de carbono, importantes para setores industriais de alta tecnologia, como o de óleo e gás.

De acordo com o coordenador do CT-Nanotubos, professor Marcos Pimenta, os investimentos previstos são da ordem de R$ 36 milhões, que serão destinados à construção de um prédio de quatro andares e também à aquisição de equipamentos de última geração. A estrutura física será erguida em um terreno de 4 mil metros quadrados, cedido pelo BHTec.

"Nós já temos uma sede provisória, onde são produzidas 50 gramas de nanotubos de carbono por dia. A nova unidade nos permitirá ampliar bastante a produção. Não só o pré-sal será atendido, mas também temos projetos voltados para a área de energia, química e biologia", afirma Pimenta.

Inédito no país, o CT-Nanotubos foi concebido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio significativo do BHTec e do governo do Estado. O projeto foi aprovado pelo Fundo Tecnológico (Funtec) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao todo, a instituição financeira vai liberar R$ 18 milhões para o centro. Outras parceiras são a Petrobras, que vai injetar R$ 15 milhões, e a empresa InterCement, que destinará R$ 3 milhões para o projeto.

"A primeira parcela da verba já foi liberada. Vamos começar ainda neste mês as obras de terraplenagem no terreno. A expectativa é que a sede seja concluída em 2017", ressalta.

Com várias propriedades estruturais e eletrônicas, os nanomateriais de carbono são crescentemente utilizados pela indústria, mas sua produção nacional ainda é pequena. Trata-se de insumos de alta tecnologia. Conforme o professor, os trabalhos na área começaram há 15 anos dentro da UFMG.

O CT-Nanotubos terá planta-piloto com a intenção de dominar o processo de aumento de escala de produção e atingir um volume suficiente para suprir a demanda atual do país. O laboratório conta com a atuação de 25 profissionais. "Quando mudarmos para a nova sede, esse número deve dobrar", prevê Pimenta. Entre os pesquisadores envolvidos estão físicos, químicos, engenheiros e biólogos.

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Plataformas - A produção de nanocompósitos poliméricos que utilizem nanotubos de carbono e também grafite esfoliado tem parceria com a Petrobras desde 2008 e busca desenvolver polímeros avançados que possam ser empregados em explorações em plataformas marítimas. O objetivo é melhorar a propriedade de alguns materiais que são utilizados na extração de petróleo do pré-sal.

Além da petroquímica, a aplicação industrial dos nanotubos atende também às áreas de energia, eletrônica, medicina e indústria química. Com estrutura cilíndrica formada por átomos de carbono, essas moléculas possuem diâmetro que corresponde à bilionésima parte do metro (um nanômetro). Essa característica lhe assegura propriedades diferenciadas quanto à resistência mecânica e à condutividade elétrica e térmica. A simples adição de 0,5% de nanotubos em determinados materiais pode aumentar sua resistência em até 20 vezes.


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