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Sucesso Empresarial

30/03/2016

Cuidado, a onda agora é mais alta e pode nos derrubar!

*Ruy Freitas
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Quem viveu os célebres anos de 80 e 90 curtiu a explosão do rock brasileiro, comemorou o nascimento do primeiro bebê de proveta no Brasil e assistiu à popularização da internet. Entre os memoráveis fatos ocorridos nestas duas décadas não podemos deixar de ressaltar o Plano Real.

Criado em 1994, ele colocou fim à hiperinflação, que atormentou o brasileiro por cerca de 15 anos com índices que beiravam 85% ao mês. Empresas falidas, desemprego e redução do poder de compra, entre outras consequências, foram amenizadas, trazendo paz ao nosso sono.

Retornando aos dias de hoje, podemos dizer que 2015 nos trouxe a lembrança, no que tange à inflação, do que foi esse período. Encerramos o mês de dezembro com um índice que supera os 10% no acumulado do ano, o que não acontecia desde 2002. O número é pequeno se comparado aos recordes da hiperinflação, mas é suficientemente grande para contribuir com que nossa moeda despenque frente ao dólar e os preços dos produtos aumentem a ponto de desvalorizar novamente nosso poder de compra.

E os novos empresários brasileiros, será que eles estão preparados para lidar com esse fantasma que já não assombrava há mais de 20 anos?

A inflação com dois dígitos está de volta e a expectativa é que ela continue alta. Aos empresários brasileiros sugiro mudarem a atitude na forma de gerir. Nós, empresários, “surfamos na onda” da estabilidade da moeda desde o Plano Real e no crescimento dos últimos anos.

Teremos pela frente 2016 e 2017, tempos de “vacas magras”, conforme especialistas em economia.

Os aumentos de custos estão vindo com força, por todos os lados, e estes refletem diretamente no preço final do produto. Com esses aumentos as empresas podem perder mercado. Reduzir a margem de lucro seria uma saída, mas, que margem? Muitos hoje operam no limite.

O cenário pede foco em três principais pontos.

O primeiro é inovar de verdade, no posicionamento dos 4Ps do Marketing.
Por exemplo, criar novos Produtos, adequar o Preço à realidade mercadológica, conquistar novas Praças e realizar uma Promoção de forma diferente.

O segundo, optar por aqueles colaboradores que têm visão empreendedora, por causa do dinamismo e da rapidez que o momento exige.

Terceiro, olhar “pra dentro do seu negócio”, para os custos, e cortá-los, sem dó e rápido, muito rápido, pois faltará caixa futuramente com a desvalorização da moeda. Vale lembrar, que é muito importante nesse período de crise evitar deixar o dinheiro parado, sem aplicações, e qualquer real que sobrar, guarde, pois o “colchão” valerá muito “amanhã”, dará sustentabilidade na falta de clientes e mercados por causa da recessão, que, infelizmente,volto a repetir, tende a piorar.

O aumento da inflação não é culpa nossa, reconhecemos que os significativos aumentos de preço de produtos, como os derivados de petróleo e energia elétrica, desencadearam todo o processo, além do momento político brasileiro.

Mas, a habilidade de lidar com todas as consequências desses fatos é nosso grande desafio.
Por esse motivo, empresário, mude sua atitude na forma de gerir.
Agora, a “onda que temos para surfar é outra, é mais alta e pode nos derrubar”.

A sua atitude é que fará a diferença, nada mais!

*Ruy Freitas
Sócio e consultor na RFConsultores

Os textos publicados nesta editoria são de responsabilidade do blog Sucesso Empresarial. O Diário do Comércio não se responsabiliza e nem poderá ser responsabilizado pelas informações e conceitos emitidos e seu uso correto.

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