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Economia

17/03/2017

Custo subiu 4,1% em fevereiro na Capital

O metro quadrado passou de R$ 1.268,36 para R$ 1.320,42, alta puxada pelas despesas com a mão de obra
Mara Bianchetti
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A mão de obra tem peso superior a 50% no cálculo do custo da construção/Divulgação
O Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m2) em Belo Horizonte subiu 4,1% em fevereiro na comparação com o mês anterior, puxado principalmente pelos gastos com mão de obra. Com o resultado, o custo do metro quadrado da construção na capital mineira passou de R$ 1.268,36 em janeiro para R$ 1.320,42 no mês passado, considerando o projeto padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos e três quartos).

Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e, segundo o coordenador sindical Daniel Furletti, o resultado do segundo mês de 2017 sofreu grande influência dos gastos com a mão de obra.

“Justamente em fevereiro teve o fim da Convenção Coletiva de Trabalho, que culminou com uma elevação de 7,88% no custo trabalhista do setor. Como este item responde por mais de 50% do custo, acabou pressionando a média geral”, disse.

Os demais componentes do indicador de custos da construção permaneceram estáveis, como aconteceu com equipamentos, ou registraram quedas, como foi o caso de material (-0,38%) e da despesa administrativa (-0,83%).

A maior variação dos gastos com a mão de obra neste mês fez com que a sua participação aumentasse no custo total. Em fevereiro, 56,48% dos custos da construção corresponderam aos trabalhadores. Material respondeu por 39,42% e despesas administrativas e aluguel de equipamentos foram responsáveis por 4,10%. Em janeiro, a mão de obra respondia por 52,26% do CUB.

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Quando considerados os dois primeiros meses de 2017, o CUB acumulou alta de 4,23%. Neste mesmo período o custo com material registrou queda de 0,09% e o custo com a mão de obra apresentou incremento de 7,88%.

Já nos últimos 12 meses, o custo registrou alta de 11,58%. Esse resultado refletiu elevações nos seguintes preços: 1,05% no material de construção, 20,60% na mão de obra, 9,10% na despesa administrativa e estabilidade no custo com aluguel de equipamento. Neste período, os materiais que apresentaram maiores elevações em seus preços foram: vidro liso transparente 4 mm (13,67%), placa de gesso (13,57%), placa cerâmica (13,15%) e esquadria de correr (11,11%).

De toda maneira, para o coordenador do Sinduscon-MG a alta observada em fevereiro e nas demais bases de comparação não representam uma tendência para o CUB no decorrer deste exercício. Segundo ele, é possível que, nos próximos meses, o indicador volte à tendência de estabilização.

“Sempre é bom lembrar que a inflação nacional, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sinaliza que encerrará este ano com alta inferior ao centro da meta inflacionária. Desta forma, não estão no radar aumentos exagerados do custo setorial no transcorrer do ano 2017”, avaliou.

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