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Finanças

26/04/2018

Déficit primário passa de R$ 24 bi

Valor, afetado pela antecipação de precatórios, é o pior para o mês na série histórica
Reuters
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Déficit do governo reúne contas do Tesouro Nacional, Banco Central (Foto) e Previdência/Banco Central do Brasil
Brasília - O governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de R$ 24,828 bilhões em março, pior dado para o mês na série histórica iniciada em 1997, afetado pela antecipação do pagamento de precatórios.
O rombo, divulgado ontem pelo Tesouro Nacional, também veio maior que o déficit de R$ 14,3 bilhões projetado para o mês por analistas, segundo pesquisa Reuters.

Segundo o Tesouro, o mês foi marcado pela antecipação do pagamento de R$ 9,5 bilhões em sentenças judiciais e precatórios. No ano passado, esse pagamento foi feito em maio e junho. Desta vez, se estenderá até abril.

“O Tesouro vai buscar... que essa despesa seja paga em torno de março e abril em todos os anos. O benefício disso para o governo federal são vários, a gente ganha com maior previsibilidade da gestão financeira”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. “Não faz sentido a gente ficar com uma dívida que cresce, pagando juros, se a gente sabe que tem caixa para pagar o mais rápido possível aquela dívida.”

No total, a receita líquida do governo central caiu 0,6% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado em termos reais, a R$ 89,277 bilhões.

Leia também:
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Criação de despesas pelo Congresso é minimizada


Na véspera, a Receita Federal já tinha informado que a arrecadação federal seguiu no azul em março, mas com expressiva desaceleração em relação aos primeiros meses deste ano.
Por outro lado, as despesas avançaram 12,6% na mesma base de comparação, a R$ 114,104 bilhões. O destaque, nesse caso, foi para a alta de 14,7% nos benefícios previdenciários, a R$ 49,581 bilhões, em um acréscimo de R$ 6,357 bilhões.

Pessoal e encargos sociais - As despesas com pessoal e encargos sociais também subiram 18,4% em março sobre um ano antes, ou R$ 4,022 bilhões, a R$ 25,907 bilhões.
No mês, o rombo da Previdência foi de R$ 20,127 bilhões. Já Tesouro e BC tiveram juntos um déficit de R$ 4,701 bilhões.

No primeiro trimestre deste ano, o déficit do governo central somou R$ 12,980 bilhões, chegando a R$ 119,5 bilhões no acumulado em 12 meses.

O governo vem reiterando a viabilidade da meta fiscal deste ano, de déficit de R$ 159 bilhões, e o próprio mercado vê o objetivo sendo cumprido com folga de mais de R$ 20 bilhões, segundo relatório Prisma mais recente divulgado pela Fazenda.

Mas importantes medidas que dão sustentação a essa folga nas contas públicas, como a privatização da Eletrobras, parecem cada vez mais distantes de virar realidade. Isso porque demandam aprovação do Congresso Nacional, cuja atenção já está majoritariamente focada nas eleições deste ano.

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