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Finanças

25/04/2018

Dólar registra alta pelo quarto pregão consecutivo e fecha cotado a R$ 3,47

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São Paulo - O dólar subiu ontem em relação ao real, pelo quarto pregão consecutivo - embora não tenha repetido o mesmo comportamento em relação a outras moedas emergentes. O real não está tendo folga, afirmam especialistas, por conta do estreitamento do diferencial entre os juros brasileiros na comparação com os norte-americanos, que estimulam operações de hedge por aqui.

Nas últimas semanas, o mercado tem observado que está muito vantajoso para o estrangeiro comprar ativos no Brasil e fazer “hedge na moeda”, por conta do patamar mais baixo dos juros no Brasil e mais alto das taxas americanas e da libor, que interferem no cupom cambial. Como exemplo, além de comprar uma ação ou outro ativo qualquer, esse investidor compra também dólares e garante um retorno ao redor dos 3,5% nessa operação - sem contar o que obtiver com a valorização das ações e os dividendos que poderá receber.

De acordo com um gestor, essas operações estão criando uma demanda por hedge mais alta do que o normal e que, paradoxalmente, indica confiança no Brasil, uma vez que não há movimento de proteção baseada na venda de ativos, mas, sim, de compra de ativos buscando a proteção via câmbio.

O dólar à vista fechou ontem em alta de 0,61%, cotado a R$ 3,4706, e movimentou US$ 1,3 bilhão. No mês, a moeda norte-americana acumula alta de 5%. O valor de fechamento de ontem foi o maior desde 2 de dezembro de 2016.

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Bovespa
- O Índice Bovespa resistiu à influência negativa das bolsas de Nova York e terminou ontem perto da estabilidade, aos 85.469,07 pontos, com recuo de 0,16%. O pregão foi de volume próximo da média dos últimos dias (R$ 9,5 bilhões) e fluxo de estrangeiros perto do equilíbrio, segundo a percepção de operadores. A expectativa otimista em torno da divulgação do balanço da Vale manteve o papel em forte alta, o que acabou por amenizar as perdas do índice. As ações da Petrobras, por sua vez, tiveram baixas leves, apesar da forte desvalorização dos preços do petróleo.

“Esse aparente descolamento do Ibovespa em relação às bolsas de Nova York deve-se em parte à expectativa por balanços corporativos da semana. Com isso, Vale, Bradesco e Santander foram ações que tiveram desempenho acima da média hoje”, disse Carlos Soares, analista da Magliano.

O recente estabelecimento no fluxo de estrangeiros também foi apontado como fator a amenizar perdas na bolsa brasileira ontema. Na última sexta-feira, houve ingresso líquido de R$ 325,2 milhões na B3. Em abril, o saldo acumulado já está positivo em R$ 3,288 bilhões. Onteme, instituições financeiras estrangeiras estiveram entre os destaques de compra, de acordo com operadores.

Na mínima do dia, o Ibovespa chegou aos 85.105,84 pontos (-0,58%), no período da tarde. A ampliação das perdas esteve diretamente relacionada à deterioração das bolsas de Nova York. Essas, por sua vez, refletiam a tensão geopolítica envolvendo Estados Unidos e Irã, no que diz respeito ao acordo nuclear entre os países.

Juros - As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a sessão regular de ontem, em leve alta e, portanto, em linha com a trajetória do câmbio doméstico. O estresse visto mais cedo, quando o dólar marcou as máximas intraday e os juros acompanharam, desapareceu dos preços do mercado de juros futuros neste fim de sessão. A diferença entre a taxa máxima do dia e do fechamento chegou a seis pontos-base em alguns vencimentos.

O DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão regular a 6,23% ante 6,224% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2020 fechou a 6,92%, de 6,92% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 subiu a 7,94%, de 7,93% de segunda-feira. Na máxima, foi a 8,00% ontem. Já o vencimento para janeiro de 2023 avançou para 9,21%, de 9,18% no ajuste anterior. Na máxima, chegou a 9,26% ontem.

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