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Finanças

16/05/2018

Dólar mantém avanço e atinge R$ 3,66; Ibovespa recua 0,12%

Moeda continuou na maior cotação desde abril de 2016
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Ontem, moeda norte-americana, que vem valorizando, chegou a alcançar a máxima de R$ 3,69/Marcello Casal Jr
São Paulo - Mais uma vez os negócios com o câmbio foram marcados pela alta volatilidade. No intraday de ontem, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 3,6432 (+0,45%) e a máxima de R$ 3,6938 (+1,85%) - e acabou fechando quase no meio do caminho, com valorização de 0,99%, cotado a R$ 3,6627. Nesse valor, continua na maior cotação desde 7 de abril de 2016. O giro no segmento à vista foi forte, de US$ 1,3 bilhão. Perto do fim da tarde, o dólar para junho subia 1,07%, a R$ 3,6753, com cerca de US$ 25 bilhões negociados - giro também mais forte do que dos últimos dias.

O dólar bateu a máxima pela manhã, por conta da alta já acelerada dos treasuries americanos. À tarde, o aumento foi se estagnando, apesar de a T-Note de 10 anos ter voltado a renovar máximas.

Segundo um especialista, o fato de o dólar ter segurado a valorização aqui, apesar das máximas da T-Note, é um bom sinal. Confirmada a cotação nesse fechamento, nesse dia mais nervoso, o sinal é que, nesses níveis mais próximos dos R$ 3,70, o dólar atrai fluxo vendedor, particularmente de exportadores. “A verdade é que quem tentar entender o comportamento do câmbio por aqui, minuto a minuto, vai ficar maluco”, resumiu um operador.

Os juros dos Treasuries acumularam máximas também à tarde, após o presidente da distrital de San Francisco do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), John Williams, reafirmar que três a quatro aumentos de juros neste ano “é a direção certa para a política monetária”. Apesar de, em tese, ele manter a dúvida, uma vez que a especulação dos investidores é sobre se os juros subirão três ou quatro vezes este ano nos Estados Unidos (EUA), o mercado repercutiu a fala dele com novas altas dos Treasuries. Antes, as taxas reagiram aos dados de vendas no varejo nos EUA, que subiram 0,3% em abril, dentro do esperado, mas foram revisadas para cima em março (de 0,6% para 0,8%), nutrindo o aumento das apostas em quatro altas de juros.

Bovespa - O cenário externo desfavorável para os ativos de risco levou o Índice Bovespa a operar em terreno negativo durante todo o pregão de ontem e terminar o dia aos 85.130,41 pontos, com queda de 0,12%. Mais uma vez, a desvalorização teria sido maior não fosse o desempenho positivo das ações da Petrobras, que acumulam ganhos de até 25% nesta primeira quinzena de maio. Os negócios somaram R$ 14 bilhões.

O aumento das apostas de um aperto monetário mais forte nos Estados Unidos voltou a permear os negócios em todo o mundo, trazendo efeitos colaterais importantes, como o persistente fortalecimento do dólar. No cenário interno, investidores não encontram motivos para incentivar compras que levem o Ibovespa para além dos 87 mil pontos, uma vez que os indicadores econômicos seguem fracos e o quadro eleitoral, desfavorável. Na mínima do dia, acompanhando as perdas das bolsas de Nova York, o índice chegou aos 83.829,78 pontos (-1,65%).

As ações da Petrobras foram mais uma vez as grandes exceções, por ainda animarem o investidor estrangeiro. Petrobras ON e PN terminaram a sessão com ganhos de 2,52% e 2,10%, respectivamente, e cerca de 20% dos negócios na B3. Os motivos para o apetite do investidor residem em questões como a alta dos preços do petróleo, resultado trimestral positivo e avanços da empresa no acordo da cessão onerosa, entre outros. Nos primeiros 15 dias de maio, as duas ações citadas acima acumulam variações positivas, de 25,50% e 16,63%.

Os papéis da Vale foram destaque de baixa na maior parte do tempo, em reflexo da forte queda do minério de ferro no mercado à vista chinês. O papel mostrou recuperação na última hora de negociação e acabou por fechar em alta de 0,70%.

A apreciação do dólar, que já atinge 4,52% em maio, preocupa empresas com dívidas em moeda estrangeira, mas favorece as exportadoras, que estiveram entre as maiores altas. Foi o caso de Embraer ON (+4,24%), Braskem PNA (+4,08%) e units da Klabin (+3,93%).

Juros - Os juros futuros fecharam com taxas entre a estabilidade e leve queda nos contratos de curto e médio prazos, enquanto a ponta longa terminou a sessão regular com ligeiro avanço. As taxas estiveram bastante pressionadas para cima durante a manhã, acompanhando a pressão nos mercados de câmbio de economias emergentes e a escalada dos rendimentos dos Treasuries. À tarde, o dólar perdeu um pouco de força ante várias divisas, incluindo o real, o que permitiu uma correção na rota das taxas futuras.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2018 encerrou com taxa de 6,245%, de 6,236% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2019 fechou com taxa de 6,350% (mínima), de 6,360% no ajuste anterior, e a taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 7,41% para 7,35%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou em 8,47%, ante 8,48% no ajuste de segunda, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,61% para 9,67%.

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