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Finanças

13/04/2018

Dólar volta a subir e Ibovespa tem valorização

Agência Estado
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São Paulo - O dólar à vista voltou à casa dos R$ 3,40 ontem e encerrou o dia em alta de 0,70% a R$ 3,4096 quase na máxima do dia, que foi de R$ 3,4101 (+0,71%). O dólar futuro para maio subia 1,07%, para R$ 3,4156. Apesar do respiro do mercado na véspera, com as declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de que tem reservas e pode fazer swaps para conter a volatilidade da moeda, a avaliação é que o estresse vai permanecer no mercado, com as incertezas do cenário interno, em particular com as eleições, e externo, com os conflitos geopolíticos.

Para alguns operadores, o câmbio agora está à procura de um novo patamar, que poderá ser nessa faixa de R$ 3,40. Depois que Ilan Goldfajn sinalizou que pode intervir para conter a volatilidade, já há quem no mercado se arrisque a prever qual será o patamar que chamará o BC. “Aparentemente, não será na casa dos R$ 3,40”, afirma um operador. Por essa avaliação, qualquer notícia mais negativa em particular no campo político, pode fazer o câmbio rapidamente estressar e aguardar novamente uma sinalização do Banco Central.

Um gestor doméstico vê também um problema que descreve como “falta de notícias positivas no cenário brasileiro”, diferente do que se via meses atrás. “No começo do ano ainda havia alguma notícia positiva no front, como as reformas, em particular da Previdência, e a expectativa de que a economia apresentasse um crescimento mais relevante. Nas últimas semanas está ficando cada vez mais claro que a economia vai crescer, mas não com tanta força, as reformas ficaram para trás e o governo está cada vez mais esvaziado e o espaço para novas quedas dos juros já está muito pequeno”, diz. Dessa forma, o estresse com a volatilidade ainda deve permanecer no mercado, enquanto nenhuma novidade favorecer o otimismo com as cotações.

Bovespa - Sem tração, a bolsa brasileira operou nesta quinta-feira, ao redor da estabilidade em um movimento que passou ao largo da trajetória positiva registrada nos mercados acionários no exterior. Apenas perto do final do pregão, o Ibovespa ganhou leve fôlego o que ajudou a fechar com ganho de 0,23%, aos 85.443,53 pontos.

A alta coincidiu com o resultado de sete votos a quatro do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pedido de liberdade do ex-ministro Antonio Palocci. “O mercado ainda vai patinar pela instabilidade política. Enquanto as candidaturas não forem definidas, o mercado deve seguir andando de lado, sem seguir o otimismo visto lá fora”, disse Louise Barsi, analista da Elite Corretora, citando o baixo giro financeiro, que ontem foi de R$ 8,7 bilhões.

Enquanto isso, disseram analistas, o índice à vista foi reagindo a questões pontuais corporativas. Para Pedro Paulo Silveira, economista-chefe Nova Futura CTVM, o resultado de vendas no varejo, divulgados na parte da manhã, frustrou, pois veio fraco e mostrando lateralidade muito grande. A contração de 0,2% em fevereiro ante janeiro consolidou a avaliação de que a recuperação da atividade perdeu fôlego no início deste ano, tornando cada vez mais difícil que o País alcance crescimento de 3% em 2018.

“Isso pode ser um sinal importante, pois reflete condições de crédito e de mercado ainda muito ruins”, disse Silveira. Apesar disso, o que se viu foi que os papéis das empresas de varejo tiveram alta na sessão de negócios de hoje, pautados pelas perspectivas futuras da manutenção da taxa de juros básica por mais tempo.

As ações do Bradesco passaram o dia em queda em meio à negociação de Palocci com a Polícia Federal para uma delação premiada. Segundo analistas, como a instituição já foi citada na Operação Zelotes, investidores se mostram ressabiados e se desfazem dos papéis. Assim, Bradesco ON recuou 2,05% e PN caiu 1,81%. Ainda entre as blue chips, após passar o dia em alta, Petrobras encerrou o pregão em queda e na contramão das cotações do petróleo no mercado internacional, que subiram levemente.

Taxas de juros - O DI para janeiro de 2019 encerra sessão regular a 6,225% ante 6,259% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2020 fechou a 6,98% ante 7,062% no ajuste de quarta-feira. O DI para janeiro de 2021 fechou a 8,01% ante 8,092% no ajuste da véspera . O DI para janeiro de 2023 fechou a 9,12% ante 9,162%. O DI para janeiro de 2025 fechou a 9,64% ante 9,672%. (AE)

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