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Opinião

15/05/2018

Das propostas de Minas

Stefan Salej*
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Matematicamente falando, ninguém se elege presidente da República sem os votos de Minas. A prova pode ser confirmada pelo senador mineiro que perdeu as últimas eleições presidenciais exatamente na terra dele, segundo colégio eleitoral. Assim, a caravana dos presidenciáveis já começa a namorar o eleitor e a eleitora mineira. O primeiro foi o capitão deputado Jair Bolsonaro, que esteve em Belo Horizonte a convite da virtual coordenação das entidades empresariais de Minas. E ele trouxe a tiracolo seu conselheiro econômico, o  professor Marcos Cintra, um dos mais proeminentes especialistas brasileiros em assuntos tributários. Os debates em público e em privado foram interessantes e a porta das discussões com os presidenciáveis foi aberta.

Mas, o que realmente o eleitor mineiro quer dizer aos candidatos, sejam à Presidência da República, ao governo do Estado, ao Legislativo federal ou estadual? As reivindicações clássicas, como saúde, educação e segurança pública não preenchem as necessidades do eleitor. Em resumo, não enchem a barriga porque ainda falta emprego, e definir que tipo de emprego e onde.  Se pensarmos na velocidade de adoção de tecnologias e que o próximo presidente, com reeleição, pode ficar oito anos, temos um cenário que ninguém consegue enxergar para dizer como será o emprego nos próximos anos. E se lembrarmos que os postos de gasolina poderiam ser totalmente automatizadas, como são nos países desenvolvidos, mas no Brasil temos lei que obriga o posto a manter  frentistas para gerar empregos, temos um retrato do conflito tecnologia versus emprego já no nosso nariz. Ou a automatização da cobrança nos ônibus, que também já poderia dispensar cobrador.

Na área de conceitos macro, sejam sociais ou econômicos e políticos (como a revisão da Constituição, por exemplo), precisa-se elaborar o que os mineiros pensam. Começamos pelos empresários, que são atores políticos dos mais estruturados (apesar de que temos entidades hoje sub judice e outras  em transição eleitoral), que devem ter posições conjuntas por exemplo sobre a reforma do estado e a reforma fiscal. Ou do Judiciário e a complementação da reforma trabalhista. Não estamos falando de declarações de dirigentes setoriais, estamos falando de propostas concretas que obrigam candidatos a compromissos concretos. Inclusive no nível do governo e do Legislativo estadual.

Não há mineiros nas equipes dos presidenciáveis e nem na composição das chapas ainda. Mas, isso também não garante que as ideias individuais prevaleçam sobre as propostas. Precisa-se de propostas concretas, claras, tecnicamente consolidadas e politicamente amarradas para os candidatos. Senão, estas eleições serão de novo eleições sem as mudanças tão necessárias. E o segundo colégio eleitoral do País, com seus atores políticos e econômicos, não se pode omitir neste debate.

* Ex-presidente do Sebrae Minas e da Fiemg - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e cofundador do Minas em movimento

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