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Negócios

15/11/2017

Day House lança sistema que reduz em 80% o tempo da obra

Empresa de MG já construiu 100 casas no Brasil
Thaíne Belissa
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Dayana Almeida apostou em mercado onde a presença masculina é majoritária/Divulgação
No período em que o setor da construção civil viveu seus piores dias, entre 2014 e 2016, uma empreendedora mineira desafiou o cenário macroeconômico e criou a Day House, empresa que desenvolve blocos termoacústicos e que reduz em até 80% o tempo de construção. Totalmente fora dos padrões do setor, fortemente marcado por engenheiros, a empreendedora Dayana Almeida é formada em direito, mas a curiosidade e a determinação levaram-na a alcançar resultados impressionantes. Com um ano de operação, a empresa já construiu 100 casas no País e acaba de lançar uma franquia inovadora de fábrica itinerante.

O mercado não era convidativo quando a empreendedora começou a desenvolver a ideia da Day House. Em 2015 e em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil em Minas Gerais teve quedas de 6,5% e 5,2%, respectivamente. Este ano, embora a confiança tenha melhorado, os números também não são positivos: considerando o acumulado de janeiro a junho de 2017, o setor registra queda de 8% no PIB, em relação ao mesmo período em 2016.

Mas nada disso assustou a empreendedora, que vendeu uma casa para financiar o negócio. O investimento inicial foi de R$ 600 mil e, hoje, fatura cerca de R$ 1,4 milhão por ano. O
segredo do negócio é a inovação que ele propõe. Os blocos termoacústicos são feitos de concreto e preenchidos com Poliestireno Expandido (EPS), uma espécie de isopor tratado.

Ele é produzido de maneira artesanal na fábrica da empresa, localizada em Arcos, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O processo cumpre a Norma 15.575 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que determina o isolamento acústico nas edificações.

De acordo com Dayana Almeida, as principais diferenças entre o bloco produzido pela Day House e o tijolo comum são peso e tamanho. Cada bloco termoacústico equivale a nove tijolos comuns e são bem mais leves. Além disso, o trabalho exigido dos profissionais da obra é muito menor, já que não se utiliza o cimento. “Os blocos são unidos por uma espécie de cola, que é ainda mais resistente que o cimento. Esse processo gera cerca de 70% de economia de água, já que a cola vem pronta e o pedreiro não precisa preparar a massa”, explica.

Ganhos - Com blocos maiores e um processo construtivo mais simples o resultado é rapidez e economia na obra. De acordo com a empreendedora, com a nova tecnologia, cada metro quadrado construído passa de 51 minutos para nove minutos de execução. Ela destaca que é possível construir uma casa de 50 metros quadrados em apenas 90 dias e gastando apenas R$ 65 mil.

Além de fabricar os blocos, a empresa também tem uma construtora que realiza todo o processo da obra. Segundo Dayana Almeida, os clientes da Day House são pessoas físicas, que desejam construir a própria casa ou investir no mercado imobiliário. A empresa oferece, inclusive, a opção de financiamento via cartão de crédito, boleto bancário ou pela Caixa Econômica Federal. Com apenas um ano de operação, a empresa já construiu 100 casas e dois prédios de três andares em Minas Gerais e São Paulo. Como a técnica começou a chamar a atenção de clientes em outros estados, a empreendedora decidiu franquear a marca em um modelo inovador: fábricas itinerantes.

Fábricas itinerantes - Lançada neste mês, a franquia da Day House custa R$ 500 mil. O valor inclui um caminhão equipado com tenda, as formas dos blocos e todo o know-how sobre a produção dos blocos. “A ideia é que o franqueado possa instalar a fábrica itinerante nos locais onde o trabalho é contratado”, explica.

Com apenas um mês de lançamento, a franquia já comercializou sua primeira unidade em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A primeira fábrica itinerante já fechou um contrato de construção de 30 casas no primeiro mês. A empreendedora também está negociando novas vendas para São Paulo, Goiás e até para a África. “Nossa meta é vender 100 franquias até junho de 2018”, destaca.

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