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Agronegócio

13/09/2017

Defesa Civil interdita pavilhão após incêndio na Ceasa Minas

Da Redação
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A Ceasa, que integra lista de privatizações, só funcionará normalmente após os reparos/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais/Divulgação
A Defesa Civil de Contagem (MG) interditou o pavilhão da Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa Minas), que pegou fogo na semana passada. O incêndio, de grandes proporções, começou às 12h45 da última quinta-feira (7). Os bombeiros trabalharam até o dia seguinte para conter as chamas. Foram mobilizados 42 homens e 14 viaturas. As causas do incêndio são investigadas pela Polícia Civil.

A estrutura do local foi comprometida. O telhado caiu e a parte mais afetada, localizada no meio do galpão, foi removida. “A interdição irá durar até que sejam feitos os reparos recomendados pela Defesa Civil. Após essas intervenções, uma nova vistoria deverá ser realizada”, afirmou Samuel Lara, coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil de Contagem.

Ao mesmo tempo, a Ceasa Minas irá contratar uma perícia particular e indicará qual a melhor saída para colocar o local novamente em funcionamento: reformar o pavilhão ou demolir e reconstruí-lo.

A Ceasa Minas é uma empresa de economia mista do governo federal, sob supervisão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Voltada para o mercado atacadista de gêneros alimentícios, unidade abastece diversas cidades do seu entorno. A empresa está em funcionamento desde 1974 e se situa à margem da Rodovia BR-040, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Por causa do feriado, a Ceasa estava fechada para o público quando o incêndio começou e não houve vítimas. O fogo atingiu o Pavilhão G, o mais próximo da BR-040. No entanto, não foi necessária a interrupção do trânsito na rodovia. No pavilhão atingido, havia lojas de hortifrutigranjeiros e de defensivos agrícolas, além de uma distribuidora de bebidas.

Privatização – O incêndio aconteceu em meio a uma grande polêmica envolvendo os produtores e governos federal e estadual. O anúncio da retomada do projeto para a privatização da Ceasa Minas,  feito no final de agosto, pelo governo federal, desagradou os produtores rurais que abastecem os entrepostos mineiros. O receio, caso a privatização ocorra, é que os custos para a comercialização de produtos nas unidades sejam alavancados podendo provocar a perda do espaço de comercialização e até mesmo a inviabilização da produção, principalmente entre os produtores familiares. Outra consequência levantada pelos representantes do setor será o aumento dos preços dos produtos para o consumidor final.

Já o governo de Minas Gerais, em audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no dia 4 de setembro, disse que não contribuirá para o processo de privatização da Ceasa Minas caso as informações do projeto não sejam divulgadas com clareza. A falta de transparência no processo proposto pelo governo federal é o fator que estimulou a decisão.

De acordo com o secretário adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Amarildo Kalil, o Estado é detentor de parte da estrutura, não vamos concordar em privatizar enquanto não houver esclarecimentos e negociações entre grupo técnico do Estado e da União. É preciso discutir detalhadamente o processo”, explicou Kalil. Com informações da Agência Brasil e Michelle Valverde.

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