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Economia

09/05/2017

Deputados avaliam a volta de grandes voos à Pampulha

Parlamentares visitam aeródromos hoje
Ana Amélia Hamdan
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Aeroporto de Confins também receberá a comissão da Assembleia/Rogério Lima/Nitro/Divulgação
Deputados da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais vão visitar hoje o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, conhecido como Aeroporto da Pampulha, na Capital, e o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana. A ação é desdobramento da audiência pública que discutiu a retomada de voos de grande porte no Aeroporto da Pampulha. De acordo com o deputado Gustavo Valadares (PSDB), que participará das visitas, o principal objetivo é observar a estrutura dos dois aeroportos e compará-las.

Segundo o parlamentar, entre os itens em análise estão logística de embarque e desembarque, tamanho do saguão, número de esteiras para bagagem, local para os passageiros aguardarem, segurança da pista e espaço para check-in.

Valadares é contrário à reabertura do Aeroporto da Pampulha para voos de grande porte. “Acredito que é um grande retrocesso, que pode prejudicar o serviço prestado aos passageiros”, ponderou. Além disso, segundo ele, a medida pode impedir que o Aeroporto de Confins – conforme planejado – seja um dos maiores aeroportos do País.

Para o deputado, a principal questão a ser discutida é a melhoria do acesso ao Aeroporto de Confins, e não a retomada de voos na Pampulha. Ele considera possível reduzir a ociosidade do aeródromo da Capital com o incremento da aviação executiva e regional.

O Movimento Liberação pra Ponte Aérea Já vem se posicionando a favor da retomada dos voos de grande porte no Aeroporto da Pampulha. O funcionário público Lúcio Flávio de Paula, criador do movimento, defende que a operação do aeródromo seja ampliada para que um número maior de pessoas seja atendido. “Atualmente, o aeroporto está ocioso e atende a uma minoria privilegiada”, aponta. Para ele, o acesso a Confins é inviável. “Há relatos de usuários que estão demorando pelo menos duas horas para chegar ao terminal”, argumenta.

No último dia 2, a liberação da operação de aeronaves de grande porte no Aeroporto da Pampulha recebeu voto favorável de quatro dos cinco diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O diretor-presidente da agência, José Ricardo Botelho, não votou, porque pediu vistas do processo. A próxima reunião deliberativa será no dia 16.

Opiniões divididas - A retomada das atividades de aeronaves de grande porte no Aeroporto da Pampulha vem dividindo opiniões. A BH Airport, concessionária que administra o Aeroporto de Confins, afirma que a decisão prejudicaria investimentos futuros, além de interferir negativamente em voos e conexões. A empresa arrematou a concessão do aeroporto em 2013, ao preço de R$ 1,82 bilhão, e, nos primeiros dois anos e meio de administração, investiu quase R$ 900 milhões no terminal.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) alega que é preciso tirar o aeródromo da Pampulha da ociosidade. Com voos comerciais de grande porte suspensos desde 2005, a inatividade custa aos cofres federais perto de R$ 100 milhões. Atualmente, o aeroporto só recebe voos de táxi aéreo, com aviões de pequeno porte.

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), defende a reativação do Aeroporto da Pampulha e, em março, tratou do assunto com o presidente Michel Temer (PMDB). Já associações de moradores da Região da Pampulha estão se posicionando contrariamente à ampliação dos voos, temendo impactos negativos na região.

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