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Economia

20/05/2017

Indústrias no interior do Estado apresentam melhora no faturamento

Porém, crise gerada pelas recentes denúncias contra Michel Temer pode afetar o setor no Estado
Mara Bianchetti
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Resultado da próxima pesquisa pode ser afetado pela crise política no País/Eric Gonçalves
De acordo com a Pesquisa Indicadores Industriais Regionais (Index-Regionais) realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), todas regiões do Estado apresentaram melhora nos últimos 12 meses até março, embora a maioria ainda com resultado negativo. “As quedas dos faturamentos já se mostravam com menor intensidade do que as observadas nos meses anteriores”, disse a economista da entidade, Annelise Fonseca. Já as receitas do Centro-Oeste chegaram a crescer 7,8% neste tipo de comparação.

Quando considerado o desempenho de março na comparação com o mês imediatamente anterior todas as regiões apresentaram resultado positivo. Neste caso, a maior alta foi observada também no Centro-Oeste (45,7%), seguido pela Zona da Mata (24,7%), Triângulo (17,2%), Sul (14,3%) e Leste (11,3%).

Já na análise mensal (março de 2017 em relação a março de 2016), três das cinco regiões mineiras apuraram avanço no faturamento da indústria. Enquanto que no acumulado do primeiro trimestre, apenas Sul e Zona da Mata mantiveram resultados negativos nas receitas sobre igual mês do ano anterior: -9,8% e 0,7%. O Leste apresentou crescimento de 28,9%, O Centro-Oeste de 11,1% e o Triângulo de 5,6%.

As receitas das indústrias do Leste foram as que mais cresceram em março em relação ao mesmo mês de 2016: 33%. Segundo a economista da Fiemg, o resultado foi impulsionado por empresas extrativas que atuam na região.

Embora o faturamento da região tenha ficado positivo neste tipo de confronto, os demais índices permaneceram em baixa. As horas trabalhadas recuaram 7,2%, o emprego 11,4% e a massa salarial 13%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) saiu de 77,5% em março de 2016 para 79,5% em março de 2017.

No caso do Centro-Oeste, o faturamento cresceu 19,3% em março último frente a igual mês do ano anterior. Conforme Annelise Fonseca, o incremento ocorreu em virtude das produções das siderúrgicas e metalúrgicas da região. Além do faturamento, a região também registrou avanços de 3,7% nas horas trabalhadas, 2,4% no emprego e 0,6% na massa salarial. A Nuci aumentou dois pontos percentuais de março do ano passado até março deste exercício, chegando a 74,5%.

 O Triângulo também apresentou resultado satisfatório no terceiro mês deste exercício. As receitas advindas do parque fabril da região aumentaram 16,7% sobre o mesmo mês do ano passado. O destaque, neste caso, ocorreu no setor de alimentos, especificamente nas empresas de açúcar que venderam mais para o mercado interno.

Lá, assim como o faturamento, as horas trabalhadas também cresceram na análise mensal (0,8%). Por outro lado, o emprego caiu 3,2% e a massa salarial 19,2%. A Nuci baixou de 70,3% para 69,1%.

Na outra ponta, as regiões Sul e Zona da Mata apuraram queda no faturamento em março na comparação com o mesmo período do ano passado. Os recuos foram de 10,9% e 2%, respectivamente.

Crise - No entanto, as recentes denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB) e o agravamento da crise política brasileira poderão impactar diretamente o desempenho da indústria do Estado, que começava a apresentar resultados positivos de faturamento no decorrer de 2017. Para  Annelise Fonseca, ainda é cedo para traçar quaisquer perspectivas. No entanto, serão inevitáveis as consequências sobre o ritmo econômico mineiro, que, aos poucos, retomava seu fôlego após o País registrar uma das piores crises financeiras do período recente.

“A começar pelo nível de confiança dos empresários, que nos últimos meses vinha aumentando. Com a mudança do cenário político, é bem provável que ela volte a cair, em função das incertezas do que ocorrerá com o País. Depois disso, poderá haver impactos também nos níveis de produção, faturamento e emprego. Mas é preciso esperar”, avaliou.

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