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DC RH

28/08/2014

Desequilíbrio financeiro afeta a produtividade

Daniela Maciel
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Vai longe o tempo em que se acreditava ser possível dissociar a vida profissional da vida particular. O desequilíbrio financeiro é um dos itens que mais abalam a confiança, e, com isso, a produtividade de trabalhadores no mundo inteiro. Estudo da Operadora Metflife revela que o descontrole nos gastos é responsável ausência dos empregados em 58% das 1.450 empresas consultadas no mundo, inclusive no Brasil.

De acordo com psicóloga Marina Rangel, coordenadora do Núcleo de Formação Profissional da Faculdade IBS/FGV, a ausência da disciplina Educação Financeira no currículo das escolas brasileiras é um fator que complica a gestão de recursos de boa parte das pessoas.

"Temos uma cultura do carnê, do financiamento, só que as pessoas não sabem lidar com isso. Não tem planejamento. As diferentes dívidas acabam virando uma bola de neve e isso tem impacto em outras esferas da vida. A queda de produtividade é uma das mais evidentes porque ninguém consegue se concentrar totalmente nas atividades se estiver envolvido em um grande problema", explica Marina Rangel.

Deficit de atenção, atrasos, o aparecimento de doenças psicossomáticas, fadiga e alterações de humor são alguns dos "sintomas" de que alguma coisa vai mal. A especialista alerta para a necessidade dos gestores estarem atentos. "O gestor direto pode e deve ajudar chamando para uma conversa em particular, perguntando e discutindo soluções. Pessoas nessa situação precisam também de quem as ouçam e se importem com elas", afirma a psicóloga.

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Equilíbrio - As empresas também tem um papel importante nesse equilíbrio. Ela pode, por meio do recursos humanos, oferecer cursos e palestras sobre educação financeira e gestão de custos, por exemplo. Treinamentos motivacionais podem ser conjugados e aumentar a assertividade das ações.

"A área de desenvolvimento de pessoas está apta a ministrar treinamentos e outras atividades motivacionais. Ela também deve apresentar com clareza o plano de cargos e salários para os funcionários. Isso dá segurança a eles", destaca a coordenadora.

Do outro lado, o funcionário também pode buscar ajuda com o seu gestor imediato e em muitas empresas o próprio RH já é aberto para essas questões. " importante discrição dos dois lados. Assim como o gestor deve chamar para uma conversa reservada, o funcionário também não deve fazer comentários em meio aos colegas", alerta.

O ideal é que a empresa se antecipe ao problema. Um bom momento para que a introdução do assunto e comecem um clico de palestras é a véspera de grandes datas comemorativas, como Dia das Mães, Dia das Crianças e Natal. Proibir o comércio nas dependências da empresa mesmo em horários de descanso também é uma boa iniciativa.

"Desequilíbrio financeiro não tem relação com o valor da remuneração. Pessoas que estão com esse problema precisam, ao máximo, evitar os riscos. Nessas épocas de grande consumo a tentação é grande, então, um bom período é novembro, quando vai ser pago o 13º salário, para ajudar quem tem o problema e alertar a quem não tem", completa.



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