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DC Turismo

30/06/2018

Destinos históricos se preparam para os turistas

Cidades fora do Sul de Minas contam com programação especial no período para atrair visitantes
Daniela Maciel
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Entre os eventos que devem atrair turistas para a cidade histórica de Ouro Preta é o Festival de Inverno em julho/Pedro Vilela/Mtur
Oficialmente o inverno teve início no dia 21 de junho. A temporada de frio já anima turistas e moradores de diferentes cidades de Minas Gerais a curtir as comidinhas quentinhas da culinária mineira, a andar pelas ladeiras históricas sem suar e aproveitar a cultura e natureza exuberante nas diversas regiões do Estado. E não é só no Sul de Minas, famoso pelas montanhas e pelo clima ameno, que é possível fazer roteiros típicos de inverno. Em outras regiões também dá para tirar o cachecol do armário, aproveitar as férias de julho e ainda, se tiver sorte, esticar a estação que só se despede em 22 de setembro.

Na região Central, Ouro Preto já deu a largada. A 13ª Mostra de Cinema de Ouro Preto (Cineop), que aconteceu entre os dias 13 de 18 de junho fez com que a cidade se agitasse e alegrou os hoteleiros que registraram 84% de ocupação, segundo dados da prefeitura do município. De acordo com o secretário Municipal de Turismo, Indústria e Comércio de Ouro Preto, Felipe Vecchia Guerra, no dia 24 de junho, data de descobrimento do Ouro Preto, foi de comemorações na cidade, como os 80 anos de tombamento nacional da cidade e os 280 anos da morte de Antônio Lisboa, o Aleijadinho. É no dia 6 de julho, porém, que começa o mais conhecido evento de cultura da antiga Vila Rica: o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes, que organizado em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), e Prefeitura de João Monlevade, com atividades nas três cidades e vai até 22 de julho.

“O festival completa 51 anos e estamos resgatando a sua importância como evento cultural e produto turístico. Em 2016 ele durou apenas uma semana e meia e rendeu uma ocupação de 35% dos leitos para o mês de julho. No ano passado reformulamos o evento e a ocupação chegou a 85%, movimentando R$ 35 milhões. Este ano acreditamos que chegaremos próximos à ocupação máxima. Estamos trabalhando para mostrar para a população como o turismo é, verdadeiramente, uma mola para o desenvolvimento econômico e social da cidade e para criar condições e confiança para que a iniciativa privada invista nessa cadeia produtiva”, explica Guerra.

O secretário é também presidente do Circuito Turístico do Ouro (CTO), que congrega além de Ouro Preto as cidades de Mariana, Caeté, Barão de Cocais, Santa Bárbara, Rio Acima, Itabirito, Nova Lima, Sabará, Catas Altas, Congonhas, Ouro Branco, Itabira e Nova Era. “As taxas de ocupação vêm batendo recordes impulsionadas pelos brasileiros que diminuíram as viagens internacionais. Ouro Preto atua como um indutor para o turismo de toda a região.

Fazemos um trabalho integrado entre os municípios do circuito e também temos um bom diálogo com Belo Horizonte. Buscamos promover um turismo bem estruturado, planejado, que sabe contornar os eventuais problemas”, pontua o secretário de Turismo de Ouro Preto.

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Diamantes - No Circuito dos Diamantes, que reúne as cidades de Alvorada de Minas, Carbonita, Couto de Magalhães de Minas, Datas, Diamantina, Felício dos Santos, Gouveia, Monjolos, Presidente Kubitschek, Rio Vermelho, Santo Antônio do Itambé, São Gonçalo do Rio Preto, Senador Modestino Gonçalves, Serra Azul de Minas e Serro, no Vale do Jequitinhonha, história, natureza, religiosidade, gastronomia e cultura se misturam em um ambiente cheio de mineiridade.

Reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural da Humanidade, Diamantina espera lotação completa em julho. Segundo o diretor de Turismo de Diamantina, Alberis Mafra, julho é o mês em que o antigo Arraial do Tijuco é mais visitado. Na programação dos turistas, além de conhecer o impressionante centro histórico e provar as delícias da gastronomia mineira, nas sextas-feiras é que tudo fica mais intenso com a chegada do final de semana musical. A programação é aberta com um concerto do órgão histórico na Igreja do Carmo, seguida pela típica seresta diamantinense pelas ruas centenárias até a chegada ao Mercado Velho. No sábado a festa continua no Mercado com muita música e gastronomia dentro da feira dos produtores locais.

À tarde, a atividade mais comum é o city tour e a visita aos distritos, especialmente Biri-biri.
“Sentimos os resultados do turismo em Dimantina muito pelo sucesso da Vesperata (tadicional evento em que as bandas tocam nas varandas das casas e o público assiste da rua). Em julho teremos três datas em que as mesas já estão praticamente vendidas. Isso quer dizer que hotéis e restaurantes também ficarão lotados. Na segunda quinzena do mês realizamos o festival Garimpando Sabores, envolvendo todos os distritos e teremos, ainda, a sexta edição da Ultramaratona Sertão Diamante de Mountain Bike, que vai reunir dois mil atletas com suas equipes, famílias, impressa especializada e amantes do esporte, nos dias 21 e 22 de julho”, enumera Mafra.

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