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18/01/2018
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Economia

13/01/2018

Dez cidades concentram 37,5% dos MEIs de Minas

Em quatro anos, número cresceu 69%
Ana Amélia Hamdan
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Concentrados nos grandes polos, os microeempreendedores estão distribuídos em 400 atividades, com benefícios fiscais e comerciais/Leandro Dias
Dez cidades concentram 37,5% dos microempreendedores individuais – os chamados MEIs – do Estado. Segundo levantamento realizado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), o ranking é formado por Belo Horizonte e municípios da região metropolitana, Triângulo Mineiro, Zona da Mata, Centro-Oeste, Vale do Aço e Vale do Rio Doce. Juntas, elas reúnem 321.059 registros de MEIs, enquanto o total em Minas chega a 854.806, segundo dados do Portal do Empreendedor – MEI, do governo federal referentes ao último dia 7. O cadastro formaliza a atividade, importante alternativa para aquelas pessoas que perderam o emprego devido ao cenário de recessão no País.

Na Capital, são 151.837 registros. Nas demais cidades, os números de MEIs são os seguintes: Contagem, na Grande BH, 35.917; Uberlândia, no Triângulo Mineiro, 32.902; Juiz de Fora, na Zona da Mata, 25.432; Betim, na Grande BH, 21.180; Ribeirão das Neves, na Grande BH, 13.856; Divinópolis, no Centro-Oeste, 13.854; Ipatinga, no Vale do Aço, 13.198; Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, 12.883.

Para a analista do Sebrae Minas, Tania Mara De Nardi, algumas características facilitam o avanço dos MEIs também em cidades do interior e não somente nos grandes centros. Uma delas é a grande extensão de atividades classificadas como MEI, que ultrapassam 400 atividades e incluem lojas de roupa, cabeleireiros, pedreiros, marceneiros, pintor, pipoqueiros. “São serviços demandados em qualquer localidade”, resume.

Além disso, há a facilidade no cadastro, que pode ser feito pela internet (www.portaldoempreendedor.gov.br) ou nos 59 postos do Sebrae Minas espalhados em todo o Estado.  No site há cartilhas orientando sobre como se formalizar.

Ainda de acordo com o levantamento do Sebrae Minas, o Estado mineiro representa 10,8% do número de MEI dos mais de 4,6 milhões em todo o País. Minas ocupa o terceiro lugar no ranking dos estados com o maior número de formalizados, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em Minas, no período de quatro anos, o número de MEIs aumentou 69%. Até o final de 2017, eram cerca 852 mil formalizados, enquanto no mesmo período de 2014 eram cerca de 503 mil. No comparativo 2017/2016, o avanço foi de aproximadamente 17%. Foram 127 mil novos cadastros somente em 2017.

Recessão - De maneira geral, o fator que vem influenciando no avanço das MEIs é o quadro econômico. Com a recessão, muita gente perdeu o emprego e buscou no empreendedorismo uma alternativa de renda.

Tania Mara ressalta que muitos daqueles que aderem ao empreendedorismo num momento de desemprego podem exercer a atividade provisoriamente, até conseguir nova colocação no mercado de trabalho. Ela ressalta que, para fechar o negócio, o processo para os MEIs também é simplificado.

Mas há aqueles que conseguem avançar no empreendedorismo e, até mesmo, passam a pequenos e médios empresários. Para tal, o Sebrae desenvolveu o programa Sem Medo de Crescer. Há ainda aqueles que mantêm a atividade empreendedora paralelamente ao emprego.

Faturamento - Em 2018, há novidade importante para os MEIs: o limite de faturamento anual para os microempreendedores individuais, que antes era de R$ 60 mil, passou para R$ 80 mil. Para quem se formaliza por meio do cadastro do MEI, há várias vantagens, entre elas a possibilidade de emitir notas fiscais, participar de licitações públicas, ter maior acesso a empréstimos e fazer vendas por meio de máquinas de cartão de crédito.

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