14/08/2018
Login
Entrar

Minas 2032

30/05/2018

Diálogos DC debate o problema da fome

Segunda edição do projeto realizada neste ano tratou também do tema ?Qualidade de Vida?
Daniela Maciel
Email
A-   A+
A 16ª edição do Diálogos DC foi realizada na sede do P7 Criativo, em Belo Horizonte/Silvia Junqueira
A 16ª edição do Diálogos DC, realizada na quarta-feira (23), trouxe o tema “Fome Zero & Qualidade de Vida”. O evento promovido pelo Movimento Minas 2032 (MM2032) e realizado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO em parceria com o Instituto Orior e Multiverse é baseado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015.

O tema se refere ao ODS 2: “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável” e ao ODS 3: “Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades”.

Participaram da mesa a coordenadora nacional da Pastoral de Rua, irmã Maria Cristina Bove, e o secretário- -executivo do Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei), Rodrigo Perpétuo. O Iclei é a principal associação mundial de cidades e governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável.

Os painelistas trouxeram visões complementares sobre o tema. Tratando a fome sob o aspecto micro por meio da exposição da situação dos moradores de rua em Belo Horizonte, a irmã Maria Cristina Bove sintetizou na sua apresentação dados e depoimentos perturbadores. A Capital tem cerca de 5 mil pessoas dormindo nas ruas todos os dias, de um total estimado em 10 mil pessoas no Estado. A Pastoral de Rua reúne leigos e religiosos sensibilizados com o sofrimento das pessoas que moram nas ruas.

O principal objetivo é a aproximação daqueles que vivem nas vias públicas, estabelecendo o convívio fraterno e solidário. “É importante trazer a experiência das pessoas que vivem na extrema pobreza. Desenvolvemos um trabalho diferenciado no sentido de perceber essa população como protagonista da sua história. A gente olha aquela pessoa e não acredita que elas possam ser protagonistas. Existe um distanciamento muito grande e que não se conhece essa realidade. Embora, em Minas, haja bolsões de pobreza como no Vale do Jequitinhonha, é na rua das grandes cidades que está a população mais vulnerável à fome e à sede”, afi rmou Maria Cristina Bove.

A Pastoral de Rua deu origem à Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte (Asmare) e aos grupos “Moradia para todos” e “Amigos da Rua”. Atua, em parceria com o poder público, em três projetos: República Reviver, Centro de Referência “Projeto Cidadania” e Projeto de Abordagem de Rua. “Precisamos entender o que a fome e a sede causam na pessoa. São necessárias 1.700 calorias para manter o organismo em funcionamento. Sem isso o cérebro perde a capacidade de comandar o corpo. Pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), realizada em 2007, aponta que 79,6% conseguem fazer apenas uma refeição por dia. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgados em 2016, existem 101 mil pessoas vivendo nas ruas brasileiras.

“Sabemos que eles não estão na rua porque querem. Com a crise econômica sabemos que a população de rua aumentou. Eles não têm só fome de pão e sede de água, mas sim, fome de justiça. A população de rua é muito pouco ouvida. Estamos criando apartheids sociais cada vez mais graves. É o momento oportuno para buscar alternativas.

Leia também:
ODS ganham importância nas políticas públicas


Políticas públicas - A questão das políticas públicas é muito grave. Não existem orçamentos para colocar as leis em prática. Se alimentar é um direito. Aqui em BH o pessoal pode se alimentar de segunda a sexta nos restaurantes populares. Em Juiz de Fora (Zona da Mata) existem fi chas para 200 pessoas, num universo de 800. Só Belo Horizonte e Juiz de Fora têm esse serviço em Minas. A maioria dos serviços é muito precarizada. A gente não vê humanidade e cidadania para aquelas pessoas. Precisamos romper com esse modelo que descarta as pessoas”, alertou a coordenadora nacional da Pastoral de Rua. 

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

10/08/2018
Ramacrisna investe no bem-estar dos colaboradores
Instituto está entre os melhores lugares para trabalhar
03/08/2018
Hotel Mercure planta horta orgânica em BH
Iniciativa na unidade do bairro Lourdes faz parte de uma série de ações da rede AccorHotels
03/08/2018
Ação da McDonald's visa reduzir o uso de canudos plásticos
Em uma iniciativa em prol do meio ambiente, a Arcos Dorados , maior franquia independente do McDonald’s no mundo, anuncia que entregará canudos de plástico aos clientes...
03/08/2018
Mulheres são minoria em cargos de alta gerência
Embora a diversidade de gênero esteja no foco das discussões corporativos, mulheres em cargo de alta gerência não é realidade nos países da América...
27/07/2018
Mesa Brasil cresce em Minas Gerais
Projeto do Sesc completa 15 anos e abre o quarto banco de alimentos no Estado
› últimas notícias
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


14 de agosto de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.