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Finanças

09/09/2017

Dólar recua em meio ao temor com a Coreia do Norte

AE
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Moeda norte-americana sofreu uma depreciação generalizada por conta da tensão na península coreana/Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
São Paulo - O dólar continuou sua tendência de baixa na sexta-feira e fechou a R$ 3,0931, o menor nível desde 21 de março (R$ 3,0862), em dia de baixo volume de negócios, o que contribuiu para uma queda mais pronunciada. O movimento foi totalmente influenciado pela depreciação generalizada da moeda no exterior diante de cautela com Coreia do Norte e menor chance de aumento de juros nos EUA neste ano. Os últimos acontecimentos na política brasileira, porém, seguem no radar dos investidores, mas em segundo plano.

No mercado à vista, o dólar fechou em queda de 0,31%, aos R$ 3,0931. O giro financeiro somou US$ 1,57 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,0825 (-0,65%) e, na máxima, aos R$ 3,0997 (-0,09%).

Às 17h20, no mercado futuro, o dólar para outubro caía 0,31%, aos R$ 3,0990. O volume financeiro movimentado somava cerca de US$ 1,06 bilhão. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,0905 (-0,41%) a R$ 3,1080 (-0,01%).

Na véspera da comemoração do aniversário de fundação da Coreia Norte, no sábado, os investidores correram para os ativos mais seguros - iene e ouro. No ano passado, Pyongyang aproveitou a data para realizar um teste nuclear. “O mercado lá fora ficou mais cauteloso, uma vez que Trump (Donald Trump, presidente dos EUA) tem dito que está chegando em um ponto que será necessário usar armamento”, pontuou o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel.

Mais cedo, o Dollar Index (DXY) - que mensura a moeda americana ante outras seis moedas fortes - atingiu o menor nível em mais de dois anos, em uma performance que começou na última quinta-feira, após discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. Contribuiu também para o movimento do índice DXY o enfraquecimento das apostas para a elevação de juros nos EUA este ano diante de dados fracos recentes de inflação e preocupações de que os furacões Harvey e Irma possam prejudicar alguns indicadores econômicos no curto prazo.

Com o foco no exterior, os recentes acontecimentos internos ficaram em segundo plano. A prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), após a Polícia Federal encontrar em um imóvel na capital baiana R$ 51 milhões em espécie e com sua digital, ficou em segundo plano no mercado. No final da tarde, o dólar reduziu as perdas, uma vez que a próxima semana tende a ser recheada de delações e possibilidade de nova denúncia contra o presidente Michel Temer.

Taxas de juros - Os juros futuros fecharam entre a queda e a estabilidade na sexta-feira, refletindo os ajustes ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgado na quarta-feira, e também a expectativa de avanço nas reformas, em especial a da Previdência, após os últimos eventos do cenário político. No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou estável em 7,660%, assim como a taxa do DI janeiro de 2019 (649 315 contratos) terminou no mesmo patamar de ajuste da quarta-feira, a 7,62%, na máxima. A taxa do DI para janeiro de 2021 (12.865 contratos) caiu de 8,95% para 8,91% e a do DI para janeiro de 2023 (58.965 contratos), de 9,57% para 9,52%.

Os contratos de curto prazo ficaram estáveis uma vez que a expectativa de corte da Selic em 1 ponto percentual, para 8,25%, já estava precificada nos ativos. As demais taxas a partir deste horizonte e, principalmente no miolo da curva, tiveram algum alívio ao longo da sessão, embora, no fechamento, a taxa do DI janeiro de 2019 tenha migrado para o ajuste de quarta-feira. No comunicado, o Copom endossa a percepção do mercado de que deve reduzir o ritmo de cortes da Selic nas próximas reuniões, mas de maneira gradual. Com isso, as apostas são de redução de 0,75 ponto e de 0,50 ponto na Selic, respectivamente, nos encontros de outubro e dezembro, com a taxa encerrando 2017 a 7%, de acordo com a precificação embutida na curva.

Ainda, os profissionais estão otimistas sobre a votação da reforma da Previdência ainda este ano. Além do episódio dos novos áudios divulgados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que levarão à revisão dos benefícios dos executivos da J&F, terem fortalecido politicamente o presidente Michel Temer, na visão dos agentes, o mercado repercute de forma positiva a declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que vai pautar a votação da reforma da Previdência em outubro, após a proposta de reforma política.

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