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Finanças

06/09/2017

Dólar recua para R$ 3,11 com noticiário político

AE/Reuters
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São Paulo - O dólar terminou a sessão de ontem em queda pelo quinto dia consecutivo e mais perto dos R$ 3,10, com os investidores apostando que eventual nova denúncia contra o presidente Michel Temer foi enfraquecida após o acordo de delação fechado pelos executivos do grupo J&F correr o risco de ser cancelado.

Com isso, o governo conseguiria se fortalecer politicamente e encaminhar com mais segurança a pauta econômica no Congresso Nacional.

O dólar recuou 0,57%, a R$ 3,1192 na venda, depois de marcar a mínima do dia de R$ 3,1121. Nesses cinco pregões de baixa, acumulou recuo de 1,39%. O dólar futuro caía cerca de 0,75%.

“O fato enfraquece politicamente o Ministério Público, alavancando o otimismo da base aliada do Planalto na direção de possível aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano”, afirmou a corretora Correparti em relatório.

Na véspera, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de investigação para apurar indícios da prática de crimes omitidos por delatores da J&F em áudio entregue pelo grupo ao Ministério Público, o que poderá levar à rescisão dos benefícios concedidos,mas destacou que as provas apresentadas por eles até o momento continuam válidas.

A expectativa era de que Janot encaminhasse nova denúncia contra Temer até a próxima semana, algo que obrigaria o presidente a fazer ainda mais negociações no Congresso para conseguir barrá-la, como ocorreu com a primeira, quando foi acusado de corrupção passiva.
Com a reviravolta de agora, cresceu a avaliação entre os investidores de que Temer ganhou mais fôlego político e, consequentemente, a pauta econômica no Legislativo.

Estava previsto para ontem, a votação a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP), além da apreciação dos destaques ao projeto que eleva as metas de déficit primário de 2017 e 2018 no Congresso.

Na tarde de ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a necessidade de se aprovar a reforma da Previdência sem enxugar o texto aprovado pela comissão especial da Câmara. “É ruim começar já entregando o paletó”, disse Maia ao criticar a tese de que é preciso fazer novas concessões para que a reforma seja aprovada. Ele ocupa a Presidência da República interinamente.

O cenário externo também ajudou na queda do dólar frente ao real neste pregão. A moeda norte-americana recuava ante uma cesta de moedas e também ante algumas divisas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano.

O Banco Central não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio nesta sessão, por ora. Em outubro, vencem US$ 9,975 bilhões em contratos de swap cambial tradicional - equivalentes à venda de dólares no mercado futuro.

Taxas de juros - Os juros futuros fecharam entre a queda e a estabilidade, refletindo o compasso de espera pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira, a melhora na expectativa de avanço das reformas após a reviravolta no caso das delações de executivos da J&F e a perspectiva positiva para as votações previstas para esta terça no Congresso - Taxa de Longo Prazo (TLP) e mudança das metas fiscais.

Ao final da sessão regular, a taxa do contrato para janeiro de 2018 (231.660 contratos), o que melhor reflete as expectativas para a Selic até o final do ano, fechou em 7,740%, de 7,760% no ajuste de segunda-feira; a taxa do DI para janeiro de 2019 (533 315 contratos) caiu de 7,81% para 7,79%; e a do DI para janeiro de 2021 (266.705 contratos) fechou na mínima de 9,07%, de 9,20% no ajuste de segunda. A taxa do DI janeiro de 2025 (61.040 contratos) terminou em 10,01%, de 10,14%.

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Os contratos de curto e médio prazos terminaram perto dos ajustes de segunda-feira. Com a aposta de corte da Selic em 1 ponto porcentual na reunião do Copom de quarta, o mercado aguarda o comunicado, que poderá dar pistas sobre a estratégia do Banco Central em relação aos próximos passos do ciclo de distensão monetária que, no entender dos investidores, se aproxima do fim.

Os vencimentos longos fecharam com taxas em baixa firme. “Com a reviravolta (na delação da JBS), ficou mais fácil para a base promover votação das reformas, o Congresso fica mais pacificado para votar”, disse o Carlos Eduardo Eichhorn, diretor de Gestão de Recursos da Mapfre Investimentos.

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