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Finanças

20/05/2017

Dólar tem queda de 3,89% com intervenção do BC

Reuters
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São Paulo - Depois de saltar mais de 8% e encostar em R$ 3,40 na véspera por conta de denúncias envolvendo o presidente Michel Temer, o dólar fechou a sexta-feira com queda de quase 4%, em movimento de correção após o Banco Central intervir no mercado de câmbio.

O dólar recuou 3,89%, a R$ 3,2571 na venda, maior queda desde 24 de novembro de 2008, quando caiu 5,88%. Na semana, acumulou alta de 4,26%.

Na véspera, o dólar chegou a encostar em R$ 3,40, com a maior alta diária desde o início de 1999. O dólar futuro recuava cerca de 3,5% no final da tarde.

“O movimento da véspera foi muito irracional. Vamos ter uma alteração dos cenários, mas a mudança nos fundamentos não vai ser tão rápida nem tão intensa”, avaliou o analista da corretora XP Marco Saravalle.

Temer será investigado por corrupção passiva e obstrução da Justiça no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal com base na delação do empresário Joesley Batista. O presidente é acusado de receber cerca de R$ 15 milhões pela sua atuação em favor dos interesses da JBS e citado como tendo se associado ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) na tentativa de interferir nas investigações da operação Lava Jato.

“A questão importante será quando, e não como, o estado atual de incerteza política aguda será resolvida”, afirmou o economista-chefe do Banco UBS, Tony Volpon, em relatório datado da véspera.

Diante do cenário político bastante sensível, o BC reforçou sua atuação no câmbio. Fez novo leilão de swap cambial tradicional - equivalentes à venda futura de moedas - para rolagem do vencimento de junho, no qual vendeu todos os 8.000 contratos ofertados. E também vendeu o total de 40 mil novos contratos, equivalentes a US$ 2 bilhões, em leilão extra que se repetirá ainda pelos próximos dois pregões.

Além do BC, o Tesouro Nacional também anunciou intervenção em razão da volatilidade no mercado e fez leilões de títulos nesta sessão, e repetirá até o dia 23, de compra e venda de títulos.

“O momento atual é de incertezas”, avaliou o diretor de Tesouraria do Banco Modal, Luiz Eduardo Portella.

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