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Internacional

11/01/2017

Donald Trump diz que filhos vão administrar seus negócios

ABr
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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump disse, em sua primeira entrevista à imprensa nessa quarta-feira (11), que enquanto estiver governando o país seus filhos Eric e Donald Jr vão administrar seus negócios particulares. Com isso, o magnata respondeu a um dos maiores questionamentos da mídia, que seria a existência de um possível conflito entre os seus interesses particulares e o interesse do país.

Trump destacou, porém, que seria capaz, se quisesse, de administrar o país e as suas empresas simultaneamente. "Eu poderia, realmente, comandar o meu negócio e o governo ao mesmo tempo", disse, dando a entender que, se optasse por continuar também no comando das empresas, não haveria conflito de interesses.

Rússia e Putin

Alguns jornalistas insistiram para que Trump comentasse sobre as alegações de que a Rússia teria informações comprometedoras sobre seus negócios ou sobre seus planos para o futuro. “Alguém realmente acredita nessa história?" questionou o presidente eleito. "Eu [já] postei no Twitter que não tenho nenhum negócio com a Rússia", disse.

Um jornalista perguntou ao bilionário sobre uma declaração do presidente russo, Vladimir Putin, o elogiando como um incentivador das relações entre o seu país e os EUA. "Se Putin gosta de Donald Trump eu considero [isso] um ativo, não um passivo, porque temos um relacionamento horrível com a Rússia. Agora, eu não sei se vou me dar bem com Vladimir Putin. Eu espero que sim, mas... você honestamente acredita que Hillary [Clinton] seria mais dura com Putin do que eu?", perguntou Trump.

Agências de inteligência

Ao responder a perguntas sobre a conclusão de agências de inteligência de que a Rússia trabalhou ativamente para influenciar as eleições americanas de 2016, Trump disse acreditar que os russos possam ter alguma responsabilidade sobre o hackeamento (invasão de computadores) durante a campanha eleitoral, como outros países também tiveram. Ele porém deixou claro que não acredita na influência russa. Segundo ele, o sucesso de sua eleição foi decorrência da boa campanha eleitoral.

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