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Finanças

12/06/2018

Economia brasileira deve crescer menos de 2%

Após sexta redução consecutiva, projeção para o PIB do País passou a ser de avanço de 1,94% neste ano
Abr
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Presidente do BC descartou utilizar a Selic como ferramenta para conter escalada do dólar/Marcelo Camargo
Brasília - A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia continua em queda, enquanto a projeção para a inflação sobe. De acordo com o Boletim Focus, publicação divulgada na internet todas as semanas pelo Banco Central (BC), a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no País – passou de 2,18% para 1,94%. Essa foi a sexta redução seguida.

Até a previsão de crescimento do PIB para 2019, que permanecia inalterada há 18 semanas seguidas, foi ajustada de 3% para 2,80%, no boletim divulgado ontem.
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,65% para 3,82% este ano, no quarto aumento consecutivo. Para 2019, a projeção foi ajustada de 4,01% para 4,07%.

Mesmo assim, a expectativa para a inflação permanece abaixo da meta, que é de 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Selic - Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,50% ao ano. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera suficientes para chegar à meta as alterações anteriores.

Para o mercado, a Selic deve permanecer em 6,50% ao ano até o fim de 2018 e subir ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano.

Câmbio - Na semana passada, com a disparada dos juros futuros e do dólar, que chegou a superar R$ 3,90, investidores consideraram a possibilidade de o Copom elevar a taxa Selic, mesmo com a inflação abaixo do centro da meta e a economia em recuperação. Entretanto, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, descartou a possibilidade de usar a Selic para interferir no câmbio, mas apenas para controlar a inflação.

“Na próxima reunião, o comitê analisará essas condições com foco, como sempre, nas projeções e expectativas de inflação e o seu balanço de riscos”, disse.

Na quinta-feira passada (7), o BC anunciou uma intervenção mais forte no mercado de câmbio. Com isso, o dólar comercial fechou a sexta-feira (8) cotado a R$ 3,706, queda de 5,59%. O movimento interrompeu três altas seguidas ao longo da semana e ocorreu um dia depois de a moeda norte-americana ter fechado o pregão ao valor de R$ 3,926 – a maior cotação desde março de 2016.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,50, tanto para o fim deste ano, quanto para o final de 2019.

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