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Internacional

18/04/2018

Economia da China cresce 6,8% no 1º tri, puxada pelo consumo

Elevação do indicador no período superou as projeções de especialistas
Reuters
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Em março, no entanto, produção industrial chinesa expandiu em um ritmo um pouco mais lento/Divulgação
Pequim - A economia da China cresceu 6,8% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior, ritmo ligeiramente mais rápido do que o esperado, impulsionada pela demanda do consumidor, exportações e investimento imobiliário.
A resiliência da segunda maior economia do mundo provavelmente ajudará a manter a recuperação global sincronizada por um pouco mais de tempo, mesmo com a China enfrentando as crescentes tensões comerciais com os Estados Unidos.

Mas economistas ainda projetam que a China perderá um pouco de força nos próximos trimestres, uma vez que Pequim força governos locais a reduzirem projetos de infraestrutura para conter suas dívidas e devido ao enfraquecimento das vendas imobiliárias em função do controle do governo sobre as compras para combater a especulação.

Comércio - O consumo, que respondeu por quase 80% do crescimento econômico no primeiro trimestre, teve um papel significativo para a aceleração da economia, mesmo com os riscos crescentes aos exportadores chineses.

As vendas no varejo em março avançaram 10,1% sobre o ano anterior, ligeiramente acima do esperado e o ritmo mais forte em quatro meses, com os consumidores comprando mais de quase tudo, de cosméticos a móveis e eletrodomésticos.

“Os dados de vendas no varejo dizem muito sobre o consumo. Não é sazonal - se olhar para o crescimento em cosméticos, gastos em roupas, gastos em automóveis, há uma tendência persistente há alguns meses”, disse Iris Pang, economista do ING.

Exportações - O crescimento do Produto Interno Bruto de 6,8% no primeiro trimestre sobre o ano anterior também foi sustentado pelas exportações robustas. Alguns analistas especulavam que as empresas chinesas tinham corrido para despachar cargas aos Estados Unidos (EUA) diante das ameaças tarifárias.

“Não esperamos que (as tensões entre EUA e China) evoluam para uma guerra comercial, mas também afirmamos que essa incerteza não vai desaparecer e esperamos negociações turbulentas. Em termos de impacto das potenciais tarifas, é bastante limitado, particularmente este ano”, afirmou Haibin Zhu, economista-chefe do JP Morgan.

Analistas consultados pela Reuters esperavam expansão de 6,7% entre janeiro e março sobre o ano anterior, depois de crescimento de 6,8% nos dois trimestres anteriores. Na comparação trimestral, o PIB cresceu 1,4%, sobre expectativa de 1,5% e desacelerando ante 1,6% entre outubro e dezembro.

A expansão tem permanecido confortavelmente acima da meta do governo de cerca de 6,5% para o ano, dando às autoridades espaço para reduzir mais os riscos no sistema financeiro da China e conter a poluição sem prejudicar o crescimento econômico.

A produção industrial expandiu 6% em março, sobre o ano anterior, ritmo mais lento em sete meses. Analistas projetavam que o crescimento enfraqueceria para 6,2% de 7,2% nos dois primeiros meses do ano.

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