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Opinião

18/03/2017

Editorial

Minas Gerais fora do radar
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O Anel Rodoviário de Belo Horizonte, que mais propriamente deveria ser chamado de arco rodoviário, começou a ser construído em 1957 como continuação da antiga BR-3 na direção de Brasília, evitando o tráfego de veículos pesados nas regiões centrais de Belo Horizonte. Mais tarde passou a interligar o importante entroncamento representado pela BR-381, que começa no Espírito Santo e termina em São Paulo, e pela BR-262 que leva ao Triângulo Mineiro e ao Mato Grosso. Muita coisa mudou nos mais de 50 anos passados desde a inauguração do trecho de 27 quilômetros em 1963. O adensamento populacional na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o crescimento da movimentação de cargas e da frota, resultados da expansão econômica no período, impuseram novos arranjos, como a duplicação concluída nos anos 80, quando também surgiram os primeiros estudos e referências apontando a necessidade de construção da Alça Sul do Anel.

Desde então, e sendo suficiente lembrar que no período a frota de veículos em circulação cresceu mais de dez vezes, nenhum avanço relevante pode ser anotado. Falou-se muito, a partir da virada do século, em uma nova duplicação, obra que chegou a ser dada como contratada, mas que nunca avançou. O Anel acabou transformado na mais movimentada via urbana da região metropolitana, por onde trafegam cerca de 150 mil veículos diariamente, a maioria veículos leves, de passageiros, palco de acidentes frequentes, não raro com paralisações que afetam duramente toda a área metropolitana, com danos severos inclusive de natureza econômica. Nada disso e nem mesmo os acidentes com perdas de vidas parecem importar.

Da duplicação já não se fala mais, afundada na vala geral de projetos cortados por falta de recursos. A alternativa, mais barata, de revitalização do Anel, com correções nos trechos mais críticos, entrou no radar do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), com etapas e cronograma definidos há dois anos, resultado de acordo entre a União e o Estado. Tudo para que, a estas alturas, estivesse sendo contratados os projetos executivos e determinado na sequência o início das obras. Quem esperou até agora continuará esperando e sem qualquer data para que o projeto saia do papel.

A recente movimentação da bancada mineira no Congresso Nacional, quando foram apontadas as demandas do Estado, dentre elas justamente a revitalização do Anel, não parece ter bastado para alterar a realidade. O fato objetivo, tomado como exemplo o descaso do Dnit, é que Minas Gerais parece continuar fora do radar da administração federal, situação que por sinal vai ficando antiga.

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