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Opinião

17/05/2017

Editorial

Juros, questão de bom senso
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A inflação anualizada medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) chegou ao final do mês de abril em 4,08%, o melhor resultado para os últimos dez anos e, novamente, abaixo do centro da meta, reduzida a menos da metade a taxa registrada há um ano, de 9,28%.

Em Brasília o governo comemora, neste caso com justos motivos, apontando o controle da moeda como uma das bases essenciais à retomada do crescimento econômico. São bons resultados que também dão força aos argumentos daqueles que condenam a política monetária restritiva que vem sendo praticada no País, reclamando que a redução dos juros seja acelerada como condição real e objetiva para a recuperação. Todos os sinais apontam nessa direção ao mesmo tempo em que são reforçadas as expectativas de que na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) o corte poderá ser maior que um ponto percentual, com a taxa básica retornando a um patamar inferior a dois dígitos nas alturas do mês de agosto, o que acontecerá pela primeira vez desde 2013.

Para quem produz, para quem vende e para quem compra é absolutamente essencial que os juros praticados no Brasil, com as maiores taxas apuradas no mundo, retornem a patamares ditos civilizados. Algo que interessa, e muitíssimo, também a quem está endividado, vale dizer, principalmente ao Estado brasileiro, cuja dívida já soma, segundo informações do Tesouro Nacional, R$ 3,23 trilhões. Para o País a economia, daqui até o mês de agosto, caso se confirme a expectativa de redução, poderá chegar a espantosos R$ 100 bilhões, com os gastos relativos ao serviço da dívida caindo – em um ano – de R$ 401 bilhões para R$ 301 bilhões. É absolutamente espantoso que a administração federal demore tanto a considerar a importância desses valores para a própria reconstrução do equilíbrio fiscal. Hoje os juros e encargos do serviço da dívida pública consomem, de longe, a maior fatia dos recursos do Tesouro, vale dizer, dos já tão sacrificados contribuintes brasileiros. E tudo isso sem que nada seja abatido do principal.

Sobra a conclusão de que acelerar os cortes das taxas de juro tornou-se questão de mais puro bom senso, seja na perspectiva do reequilíbrio fiscal, seja tendo em conta o impacto desejado para as reformas em curso, nos campos da previdência social, da legislação trabalhista e da política tributária. Mudanças essenciais para devolver fôlego à economia, ânimo aos investidores, emprego e renda aos trabalhadores e, afinal, a todos os brasileiros, perspectivas reais de um futuro menos tormentoso.

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