Publicidade
22/04/2018
Login
Entrar

Opinião

20/05/2017

Editorial

Decolagem mais lenta
Email
A-   A+
Em sua recente passagem por Belo Horizonte e durante almoço com empresários locais, o ministro Henrique Meirelles mostrava-se confiante com relação à recuperação da economia brasileira, um processo que na sua opinião já foi desencadeado. O ministro, normalmente contido, exibiu os últimos dados referentes ao comportamento do mercado de trabalho para sustentar seu ponto de vista, lembrando que no mês de abril foram criadas 59 mil vagas, o melhor resultado nos últimos três anos. Mesmo que o balanço para os quatro primeiros meses do ano ainda seja negativo, o ministro enxergava, na terça-feira, razões objetivas para exibir daqui para frente uma sequência de dados positivos, refletindo a retomada da economia.

Tudo isso aconteceu na terça-feira, véspera do furacão que se abateu sobre o País com denúncias que pela primeira vez alcançaram diretamente o presidente da República. Na quinta-feira o dólar registrou a maior alta em um único dia e a bolsa de valores fechou com queda de 8,80%, indicadores piores que os registrados quando estourou a crise financeira internacional de 2008. Diante do agravamento da crise política os humores mudaram rapidamente, pela insegurança e, principalmente, pelos riscos de que as reformas encalhem por tempo indeterminado.

Na terça-feira em Belo Horizonte, o principal responsável pela condução da economia no governo do presidente Michel Temer repetia que a principal garantia de que os bons prognósticos se confirmarão está, em primeiro lugar, na aprovação das reformas em discussão no Congresso Nacional e, segundo, na retomada da confiança pelo setor privado. Ele também apontava os números divulgados pelo Banco Central com registro de expansão de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, na comparação com o último trimestre de 2016, após oito trimestres consecutivos de quedas.

Foram necessários menos de quatro dias para que as perspectivas se alterassem drasticamente, retornando o cenário de incertezas. Ninguém a rigor se arrisca a fazer apostas com relação à evolução da situação política, menos ainda prognósticos confiáveis sobre o destino do governo liderado pelo presidente Temer, sobre quem pesam acusações com as quais não é possível conviver em condições minimamente normais. Os mais sensatos recomendam e dizem ainda esperar que o ponto de equilíbrio seja novamente encontrado evitando que definições cruciais sejam ainda mais retardadas.

Em Belo Horizonte, na terça-feira e diante de alguns dos maiores empresários mineiros, o ministro da Fazenda dizia que a recessão e seus piores efeitos já podiam ser vistos pelo retrovisor. Rapidamente o cenário se modificou, impedindo que Meirelles repita, com a mesma confiança, o que foi dito há menos de uma semana.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

21/04/2018
Editorial
A receita que pode dar certo
21/04/2018
A escorchante e injusta carga tributária
O brasileiro trabalha mais de 5 meses por ano (153 dias) apenas para pagar impostos, taxas e contribuições aos governos federal, estadual e municipal. Existem cerca de 90 modalidades...
21/04/2018
As forças da desordem carioca
“Desde fevereiro, quando foi decretada a intervenção federal na segurança do Rio, coisas estranhas aconteceram.” (Jornalista Élio Gáspari) As...
21/04/2018
O Fóssil do Dia
É preocupante o recente anúncio da Organização Meteorológica Mundial (OMM) de que os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera estão...
20/04/2018
Editorial
Uma conta impagável
› últimas notícias
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


20 de abril de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.