Publicidade
22/09/2017
Login
Entrar

Opinião

19/08/2017

Editorial

Expectativas e frustração
Email
A-   A+
Há pouco mais de um ano, quando chegou ao Planalto, o presidente Michel Temer dizia acreditar que promover o reequilíbrio das contas públicas seria a primeira e mais importante tarefa a ser cumprida. Tratava-se, para ele e para a equipe econômica que o acompanhou, de dar racionalidade às despesas públicas, cortando desperdícios e desvios, tudo isso a partir de reformas estruturais que teriam como ponto de partida mudanças no sistema previdenciário. Uma receita, no entendimento então predominante, reforçada pela crença de que as mudanças políticas então empreendidas devolveriam confiança aos agentes econômicos, bastando para impulsionar a retomada do crescimento.

Esta semana, depois de muita discussão e algum embate político, o governo federal anunciou a revisão da meta fiscal para os próximos quatro anos, reconhecendo que os valores anteriormente fixados não serão alcançados. Na visão oficial tornada pública, a frustração de receitas, principalmente por conta da redução da inflação, que afetou a arrecadação, é a principal razão para a decisão anunciada. Para o governo, o recuo da inflação implicou em queda de R$ 19 bilhões na arrecadação neste ano e mais R$ 23 bilhões no próximo. Tudo isso significando, conforme já foi anunciado, que a perspectiva de superávit, que era aguardada para 2020, esta adiada para o próximo ano.

Além de rever suas contas o governo federal também anunciou que a tesoura do corte de gastos será mais atuante, significando congelamento por um ano nos reajustes salariais de funcionários mais graduados, redução do salário inicial para contratados, redução do teto salarial, além da extinção de 60 mil cargos não preenchidos. No entendimento do Planalto, trata-se, finalmente, de cortar na carne, embora algumas das decisões tenham ainda que passar pelo crivo do Legislativo. Pelo lado da receita as propostas são, por enquanto, de tributação dos chamados fundos exclusivos, revisão na desoneração das folhas de pagamento, redução de benefícios conferidos a exportadores e elevação da contribuição previdenciária de servidores.

Daqui para frente a grande questão passa a ser como os políticos reagirão às intenções do Executivo, em tese sinalizando uma dose de austeridade que pode não bastar, mas ainda assim muito pouco conveniente face à aproximação de eleições no próximo ano. Todo o resto, e especialmente a reação dos agentes econômicos, será consequência.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

22/09/2017
Editorial
Alento para os mineiros
22/09/2017
O grande desafio para as MPEs
O ambiente corporativo nas milhares de empresas que lidam de forma direta e indireta com o poder público passa por fortes mudanças. Entre os motivos que conduzem o novo cenário...
22/09/2017
O crime de Raúl Sendic
No início deste mês, o vice-presidente do Uruguai, Raul Sendic, pressionado pela opinião pública, renunciou ao cargo por haver se envolvido no uso escandaloso de...
22/09/2017
Cibersegurança no setor financeiro
As organizações de serviços financeiros correm um risco maior de ciberataques devido à natureza dos dados que armazenam e às motivações,...
21/09/2017
Editorial
Interesses a defender
› últimas notícias
Editorial
"A Costa dos Murmúrios", da portuguesa Lídia Jorge
CCPR assume 100% de participação na Itambé
Temer recebeu propina, afirma Funaro
Banco Central reduz as projeções para a inflação deste ano
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:

Cadastrar
› Mais Lidas
Usiminas reajustará preços em 10,2%
Setor de mineração deve mudar o foco dos investimentos
Fiemg apresenta plano para o Alto Paranaíba
BR Food cogita reduzir produção em fábricas de Uberlândia
Crise econômica impacta o financiamento estudantil
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


22 de September de 2017
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.