Publicidade
19/02/2018
Login
Entrar

Opinião

19/08/2017

Editorial

Expectativas e frustração
Email
A-   A+
Há pouco mais de um ano, quando chegou ao Planalto, o presidente Michel Temer dizia acreditar que promover o reequilíbrio das contas públicas seria a primeira e mais importante tarefa a ser cumprida. Tratava-se, para ele e para a equipe econômica que o acompanhou, de dar racionalidade às despesas públicas, cortando desperdícios e desvios, tudo isso a partir de reformas estruturais que teriam como ponto de partida mudanças no sistema previdenciário. Uma receita, no entendimento então predominante, reforçada pela crença de que as mudanças políticas então empreendidas devolveriam confiança aos agentes econômicos, bastando para impulsionar a retomada do crescimento.

Esta semana, depois de muita discussão e algum embate político, o governo federal anunciou a revisão da meta fiscal para os próximos quatro anos, reconhecendo que os valores anteriormente fixados não serão alcançados. Na visão oficial tornada pública, a frustração de receitas, principalmente por conta da redução da inflação, que afetou a arrecadação, é a principal razão para a decisão anunciada. Para o governo, o recuo da inflação implicou em queda de R$ 19 bilhões na arrecadação neste ano e mais R$ 23 bilhões no próximo. Tudo isso significando, conforme já foi anunciado, que a perspectiva de superávit, que era aguardada para 2020, esta adiada para o próximo ano.

Além de rever suas contas o governo federal também anunciou que a tesoura do corte de gastos será mais atuante, significando congelamento por um ano nos reajustes salariais de funcionários mais graduados, redução do salário inicial para contratados, redução do teto salarial, além da extinção de 60 mil cargos não preenchidos. No entendimento do Planalto, trata-se, finalmente, de cortar na carne, embora algumas das decisões tenham ainda que passar pelo crivo do Legislativo. Pelo lado da receita as propostas são, por enquanto, de tributação dos chamados fundos exclusivos, revisão na desoneração das folhas de pagamento, redução de benefícios conferidos a exportadores e elevação da contribuição previdenciária de servidores.

Daqui para frente a grande questão passa a ser como os políticos reagirão às intenções do Executivo, em tese sinalizando uma dose de austeridade que pode não bastar, mas ainda assim muito pouco conveniente face à aproximação de eleições no próximo ano. Todo o resto, e especialmente a reação dos agentes econômicos, será consequência.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

17/02/2018
Editorial
Sem tempo para esperar
17/02/2018
Crimes organizados e direitos humanos
Combater a inflação sempre foi usado como propaganda política, principalmente, nos dias atuais quando as eleições gerais se aproximam. A inflação...
17/02/2018
Êta mundo velho de guerra!
“Poucas coisas são tão previsíveis quanto a imprevisibilidade dos seres humanos com suas sempre desconcertantes atitudes.” (Domingos Justino Pinto, educador)...
17/02/2018
Brasil já vive sua narcopolítica
Depois de uma devastadora recessão econômica e uma série de instabilidades políticas, vivemos uma ressaca dramática com um tipo de sociedade condenada ao fracasso...
16/02/2018
Editorial
Um jogo de faz de conta
› últimas notícias
Sondagem revela retomada do otimismo
Valor liberado para médios e grandes produtores na safra 2017/18 é de R$ 85 bilhões
Justiça decide que elétricas não poderão ter cobrança retroativa de débitos de R$ 6 bilhões
Sebrae pretende atender 69,6 mil MPEs
Nível de atividade do varejo no Brasil aumenta 1,3% em janeiro, aponta a Cielo
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Começam as obras do Aeródromo Inhotim
Folia supera expectativas em Belo Horizonte
Mobiliata une empreendedorismo e impacto social
Carnaval aqueceu setor de brindes na Capital
Fiat Argo Drive tem bom desempenho
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


17 de fevereiro de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.