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Opinião

07/09/2017

Editorial

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Apesar do veto do Ministério dos Transportes, a operações comerciais, a partir do Aeroporto da Pampulha, com aeronaves de maior porte, a Infraero continua acreditando que é possível retomar operações na Pampulha e confirma que trabalha para concretizar seu intento. Para a estatal, segundo seu presidente, o mineiro Antônio Claret de Oliveira, não faz sentido deixar ocioso um equipamento tão importante, assim como não faz sentido os argumentos de que a Pampulha poderia representar uma concorrência prejudicial ao Aeroporto de Confins, o que não interessaria à própria Infraero, dona de 49% do terminal internacional de Belo Horizonte.

Falando a empresários na Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), Claret antecipou que os planos para a reativação da Pampulha estão adiantados, inclusive já com negociações para o estabelecimento de conexões entre cinco cidades mineiras, com escalas em Belo Horizonte e tendo como destino final São Paulo e Rio de Janeiro. Se tudo correr conforme o esperado, é possível que esta malha seja ativada rapidamente, sem qualquer problema de segurança ou de incômodos para os moradores do entorno, consideradas as características das aeronaves que serão utilizadas.

O presidente da Infraero disse também que, na perspectiva da empresa, os esforços são no sentido de valorizar um de seus principais ativos, inclusive para facilitar futuros aportes de capital. Os planos para a Pampulha vão nessa direção e são mais amplos, prevendo investimentos para melhor utilização da área onde existiam instalações da Força Aérea e que estão em processo de transferência para Lagoa Santa. Além de um novo estacionamento, estão previstos investimentos para construção de um shopping center e espaços destinados a outros serviços de conveniência, a serem realizados em parceria com o setor privado.

Os argumentos de Claret, principalmente quando demonstra que não há incompatibilidade ou superposição quando se fala das operações em Confins e na Pampulha, merecem atenção. Para os negócios e para o turismo na cidade, a disponibilidade de um aeroporto central representa um diferencial relevante para os negócios e para o próprio turismo e absolutamente não parece fazer sentido abandonar um equipamento que já existe, está ocioso e, numa escala comparativa, representará no máximo 10% das operações realizadas a partir de Confins. Integrar os dois aeroportos não só parece ser possível como também mais inteligente, porque sem prejuízos para um ou outro e ganhos evidentes para a cidade e o Estado.

Assim, cabe esperar que as ideias discutidas na SME possam avançar, fundamentalmente para que os serviços de transporte aéreo que atendem o Estado e Belo Horizonte em particular possam responder aos melhores interesses coletivos. É disso que se trata em última análise.

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