Publicidade
20/01/2018
Login
Entrar

Opinião

14/09/2017

Editorial

Sinais positivos para a economia
Email
A-   A+
Embora as incertezas no campo político não parem de crescer, num quadro que na opinião de alguns analistas já configura uma crise institucional, no campo da economia surgem evidências de mudanças de ares. A bolsa de valores bate recorde e as cotações do dólar, em baixa, sugerem, pelo menos, que os humores estão melhorando. Quem tenta compreender o que se passa acredita que o mercado estaria entendendo que todos os percalços no campo político de alguma forma favorecem ao presidente Temer, no sentido de que são menores os riscos de que seu mandato seja encurtado, e assim ao mesmo tempo que estariam crescendo as chances de encaminhamento, afinal, da reforma da Previdência. Não a desejada e necessária, mas pelo menos ajustes capazes de retardar o que poderia ser um eventual colapso das contas públicas com efeitos evidentemente devastadores.

Na mesma linha de raciocínio os otimistas acreditam que aos poucos vai sendo aberto espaço para que a administração pública, no plano federal, possa avançar mais na direção das reformas reclamadas. E tudo isso tendo como pano de fundo a inflação e os juros em queda, além dos sinais de que o consumo interno começa a dar sinais de reação, traduzindo aumento do poder de compra, ainda que em parte à custa do crescimento da informalidade. Tudo isso bem resumido nas expectativas do ministro Henrique Meirelles, que já enxerga e anuncia a possibilidade de que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) alcance no próximo ano a marca dos 3%, bem acima das previsões mais conservadoras que ainda vêm do mercado financeiro.

Mudanças de expectativas para um viés positivo são fundamentais, no caso presente traduzindo inclusive um certo grau de descolamento em relação ao ambiente político e às mazelas que, infelizmente, continuam ocupando espaços de destaque no noticiário. Tudo isso de qualquer forma continua recomendando muita prudência, especialmente porque não há como prever a real consistência desse processo e, portanto, a sua durabilidade. Poderia ser, dizem os mais amargos, apenas mais um voo de galinha, baixo e de curta duração.

Tudo isso para enfatizarem que processos consistentes e duradouros, verdadeiramente transformadores no campo da economia, sempre estarão condicionados à concretização das reformas estruturais, com ênfase para a tributária, ao efetivo reequilíbrio das contas públicas, com a reforma do Estado dentre outros pontos, e a um ambiente político em que exista pelo menos previsibilidade, além de espaço para a restauração de padrões capazes de devolver confiança nos agentes públicos. Um longo caminho ainda por percorrer, demandando vontade, empenho e tempo.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

20/01/2018
Editorial
O descrédito do governo Temer
20/01/2018
As leis no lixo
Montesquieu, em seus pensamentos, ensinava: “Quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se são executadas as que há, pois existem boas leis por...
20/01/2018
Cultura gera vida
“A vida se vive e se escreve.” (Pirandello) A cultura concorre para que se mantenha sempre ativado o compromisso das pessoas com a verdade. Deduz-se daí, então, que...
20/01/2018
Pecuária brasileira verde
O mundo se prepara para debater os desafios globais que moldarão o futuro da produção animal sustentável, responsável e produtiva, no 10º Fórum Global...
19/01/2018
Editorial
Os desafios das criptomoedas
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.