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Opinião

22/09/2017

Editorial

Alento para os mineiros
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Depois de dois trimestres de resultados positivos, conforme dados da Fundação João Pinheiro, a economia de Minas Gerais saiu da recessão para um quadro de estabilidade. E com resultados que, comparativamente, indicam que no segundo trimestre do ano o Estado cresceu 1,7%, bem mais que o resultado do Produto Interno Bruto brasileiro, positivo em 0,2% no período. Analistas da Secretaria de Planejamento acreditam que a tendência de estabilidade deve se alterar, passando para um estágio de crescimento até o final do ano.

São boas notícias e certamente motivo de alento para os mineiros, depois de oito trimestres sucessivos de resultados negativos. Segundo dados divulgados no início da semana, no semestre chamam atenção o desempenho da agropecuária, com crescimento de 6,5%, enquanto no período abril-junho o setor de serviços, que tem participação de 65,5% na composição do PIB estadual, passou à frente, ainda que com crescimento de 0,5% e destaque para o comércio de vestuário e tecidos, com 31,5% de expansão. Tudo isso permite prever que o resultado do ano será positivo, com expansão em torno de meio ponto percentual, dentro da média esperada para o País.

Compreender melhor o significado dos resultados esperados é também um exercício essencial. O desempenho do setor de serviços, comércio em especial, traduz uma descompressão que, aparentemente, guarda relação com a queda da inflação e consequente aumento do poder de compra. Por outro lado, o desempenho do agronegócio – e da mineração – evidencia o peso dos setores primários na economia regional, enquanto a área de transformação prossegue patinando. Um problema, tendo em conta que é nessa etapa que se dá, de forma mais satisfatória, a geração de riquezas, num círculo mais virtuoso de incremento dos negócios, com reflexos nítidos também na massa salarial.

Em síntese, para Minas Gerais, o objetivo a ser perseguido, tal como foi feito nos melhores anos da segunda metade do século passado, quando o processo de industrialização do Estado ganhou fôlego, colocando-se bem à frente da média nacional e produzindo resultados que são festejados até hoje. Revisitar estes parâmetros e a maneira como foram alcançados é, para o Estado, hoje, um exercício impositivo, porque a maneira mais fácil de imprimir velocidade e consistência ao processo de consolidação da economia regional.

Para que Minas recobre, de fato, o fôlego e a capacidade de expandir e fortalecer sua economia certamente não será preciso reinventar a roda. Será suficiente, como já foi dito neste espaço em diversas ocasiões, buscar num passado ainda recente as lições e os métodos, além do comprometimento, que fizeram a diferença e prosseguem tão válidos quanto necessários.

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