20/07/2018
Login
Entrar




Opinião

07/10/2017

Editorial

Pés no chão e olho no futuro
Email
A-   A+
O setor de material de transporte, normalmente apontado como espécie de termômetro do comportamento e tendências da indústria, depois de três anos de baixa, começa a reagir, exibindo patamares de crescimento que estão acima do esperado. Os resultados do mês de setembro, segundo dados da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram excepcionais em Minas, com incremento de 45% nas vendas de veículos novos, em comparação com igual período do ano anterior. Entre os meses de janeiro e setembro, o incremento no Estado chegou aos 21%, números acima do crescimento nacional no período.

A reação mais forte, com os resultados de setembro sendo considerados fora da curva, é atribuída à ampliação da oferta de crédito, maior segurança da parte dos consumidores e aumento do poder aquisitivo, com ganhos decorrentes principalmente da queda da inflação. Para o ciclo de doze meses que termina em dezembro a expectativa da indústria é de crescimento entre 9% e 10% nas vendas internas, o dobro das projeções mais otimistas que eram feitas no início do ano. Tão discretas quanto possível, as montadoras que atuam no País, por enquanto, preferem não festejar, aguardando que os resultados sejam consolidados, sabendo que para retornar aos patamares anteriores à crise econômica, existe ainda um longo caminho a percorrer.

São incertezas que se aprofundam também por conta de grandes transformações que devem ocorrer no setor automotivo em todo o mundo, indicando não estar distante a substituição dos motores a explosão por propulsores elétricos, mais limpos e mais eficientes. Essa transição, em que outras fontes de energia, como o hidrogênio, também devem ser consideradas, se completará em no máximo duas décadas e muito provavelmente associada à introdução em escala de veículos autônomos. Tudo isso com impactos na forma como se utiliza o transporte individual e, conforme algumas previsões, na compra e posse de veículos.

A compreensão, tanto quanto possível, desse futuro e das mudanças que ele trará, condicionam investimentos e políticas públicas que estão sendo decididas agora e das quais as grandes corporações mundiais já dão sinais muito claros. O Brasil, no entanto, apesar de figurar entre os grandes produtores mundiais, parece ainda distante desse contexto e bastante tímido no que toca à discussão das mudanças que estão no horizonte e mesmo daquelas que já estão acontecendo, como a introdução – e produção incentivada – de veículos elétricos.

Não há como ficar fora dessa nova corrida e é precisamente nesse contexto que as perspectivas de retomada da indústria de material de transporte e de novos investimentos no setor devem ser tratadas.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

20/07/2018
EDITORIAL | Contas que não fecham
As proporções do desequilíbrio das contas públicas no Estado, assunto de recente comentário neste espaço, parece não ter sido percebida em toda a...
20/07/2018
Orgia de empréstimos do BNDES ao exterior
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES foi criado no segundo governo de Vargas, em 1952, com a finalidade de implementar projetos para o desenvolvimento...
20/07/2018
Abstenção não é solução
A situação política brasileira continua complicada e mesmo sendo ano de eleições majoritárias e proporcionais não há expectativa de melhora a...
20/07/2018
A precificação de carbono
Considerada como um tema etéreo demais por quem não está envolvido nos debates a seu respeito, a precificação de carbono está no centro de uma série...
19/07/2018
EDITORIAL | Muito perto do confronto
Bastante controvertido, para usar expressão delicada, o presidente Donald Trump regressou de sua, até agora, mais longa viagem internacional, com a única certeza de que fez...
› últimas notícias
Responsabilidade é decisiva para novos consumidores
Lojistas de BH apostam nos shopping
Setor de fundição avança 3,5% em Minas no 1º semestre
Indústria e comércio foram os mais afetados com a greve dos caminhoneiros
Produção da Anglo em complexo recua 64% no 1º semestre
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


20 de julho de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.