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Opinião

10/11/2017

Editorial

Lições para não esquecer
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O final da Segunda Guerra marcou também o início de um processo de reconstrução da economia mundial, especialmente da Europa, principal beneficiária do Plano Marshall. Estes movimentos tiveram reflexos também no Brasil que, economicamente, saiu fortalecido da guerra e deu início a um processo de modernização e expansão industrial. Foi nesse contexto que, em Minas Gerais, nasceu a Cemig, cujo principal objetivo era garantir suprimento de energia a baixo custo, ocupando um espaço pelo qual as antigas concessionárias estrangeiras não se interessavam.

A rigor a Cemig era entendida, na sua concepção inicial, em que a história se confunde com a presença e atuação de Juscelino Kubitschek, como uma agência de fomento, peça essencial na engrenagem que, nas décadas seguintes, sustentou o crescimento da economia regional. Tudo isso se perdeu ou se apagou com o tempo e com os argumentos, equivocados, de que a empresa deveria atuar segundo as regras de mercado. Nessa linha, e com ações que passaram a ser negociadas na Bolsa de Nova York, a Cemig claramente perdeu seu foco, investindo em outros setores e expandindo sua atuação nacionalmente, num processo em que rapidamente seus bons resultados financeiros foram se apagando.

É nesse contexto que a Cemig hoje procura renegociar seu endividamento, numa estratégia que inclui a venda de ativos e participações, além da redução do quatro de funcionários. São movimentos que têm como objetivo também promover uma espécie de readequação à realidade, na hipótese de ser consumada a perda das concessões de suas principais usinas, cuja participação equivale a 40% da capacidade de geração, assunto ainda sub judice.

Compreender o que se passa, a partir da visão histórica, é essencial para que seja também compreendida a extensão da ameaça que paira sobre a economia regional ou, mais exatamente, sobre todo o Estado de Minas Gerais. Na mesma medida e pelos mesmos motivos para que também sejam assinalados ou riscos representados pela anunciada venda do controle acionário da Eletrobras. São áreas estratégicas que não podem ficar na dependência dos humores de investidores que, por natureza e corretamente, tem como objetivo central o retorno de seu capital e respondem a interesses que não são necessariamente os do nosso País.

Considerar estas questões não significa, em termos práticos e objetivos, nada mais que observar – para imitar – a legislação de países como os Estados Unidos, em que os interesses estratégicos vêm sempre em primeiro lugar.

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