Publicidade
19/02/2018
Login
Entrar

Opinião

10/11/2017

Editorial

Lições para não esquecer
Email
A-   A+
O final da Segunda Guerra marcou também o início de um processo de reconstrução da economia mundial, especialmente da Europa, principal beneficiária do Plano Marshall. Estes movimentos tiveram reflexos também no Brasil que, economicamente, saiu fortalecido da guerra e deu início a um processo de modernização e expansão industrial. Foi nesse contexto que, em Minas Gerais, nasceu a Cemig, cujo principal objetivo era garantir suprimento de energia a baixo custo, ocupando um espaço pelo qual as antigas concessionárias estrangeiras não se interessavam.

A rigor a Cemig era entendida, na sua concepção inicial, em que a história se confunde com a presença e atuação de Juscelino Kubitschek, como uma agência de fomento, peça essencial na engrenagem que, nas décadas seguintes, sustentou o crescimento da economia regional. Tudo isso se perdeu ou se apagou com o tempo e com os argumentos, equivocados, de que a empresa deveria atuar segundo as regras de mercado. Nessa linha, e com ações que passaram a ser negociadas na Bolsa de Nova York, a Cemig claramente perdeu seu foco, investindo em outros setores e expandindo sua atuação nacionalmente, num processo em que rapidamente seus bons resultados financeiros foram se apagando.

É nesse contexto que a Cemig hoje procura renegociar seu endividamento, numa estratégia que inclui a venda de ativos e participações, além da redução do quatro de funcionários. São movimentos que têm como objetivo também promover uma espécie de readequação à realidade, na hipótese de ser consumada a perda das concessões de suas principais usinas, cuja participação equivale a 40% da capacidade de geração, assunto ainda sub judice.

Compreender o que se passa, a partir da visão histórica, é essencial para que seja também compreendida a extensão da ameaça que paira sobre a economia regional ou, mais exatamente, sobre todo o Estado de Minas Gerais. Na mesma medida e pelos mesmos motivos para que também sejam assinalados ou riscos representados pela anunciada venda do controle acionário da Eletrobras. São áreas estratégicas que não podem ficar na dependência dos humores de investidores que, por natureza e corretamente, tem como objetivo central o retorno de seu capital e respondem a interesses que não são necessariamente os do nosso País.

Considerar estas questões não significa, em termos práticos e objetivos, nada mais que observar – para imitar – a legislação de países como os Estados Unidos, em que os interesses estratégicos vêm sempre em primeiro lugar.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

17/02/2018
Editorial
Sem tempo para esperar
17/02/2018
Crimes organizados e direitos humanos
Combater a inflação sempre foi usado como propaganda política, principalmente, nos dias atuais quando as eleições gerais se aproximam. A inflação...
17/02/2018
Êta mundo velho de guerra!
“Poucas coisas são tão previsíveis quanto a imprevisibilidade dos seres humanos com suas sempre desconcertantes atitudes.” (Domingos Justino Pinto, educador)...
17/02/2018
Brasil já vive sua narcopolítica
Depois de uma devastadora recessão econômica e uma série de instabilidades políticas, vivemos uma ressaca dramática com um tipo de sociedade condenada ao fracasso...
16/02/2018
Editorial
Um jogo de faz de conta
› últimas notícias
Sondagem revela retomada do otimismo na construção civil
Valor liberado para médios e grandes produtores na safra 2017/18 é de R$ 85 bilhões
Justiça decide que elétricas não poderão ter cobrança retroativa de débitos de R$ 6 bilhões
Sebrae pretende atender 69,6 mil MPEs
Nível de atividade do varejo no Brasil aumenta 1,3% em janeiro, aponta a Cielo
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Começam as obras do Aeródromo Inhotim
Folia supera expectativas em Belo Horizonte
Mobiliata une empreendedorismo e impacto social
Carnaval aqueceu setor de brindes na Capital
Sondagem revela retomada do otimismo na construção civil
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


17 de fevereiro de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.