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Opinião

07/12/2017

Editorial

Sinais de uma nova realidade
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Coincidindo com a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre do ano, com crescimento ainda modesto, mas suficiente para confirmar que a economia entrou em rota de recuperação, novos dados sobre a expansão do mercado de trabalho são também motivo de alívio. Segundo informações recolhidas e divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população ocupada somava, ao final do mês de outubro, 91,5 milhões de indivíduos, número que indica alta de 1,8% na comparação com o ano anterior. No mesmo período os rendimentos das pessoas que têm ocupação definida registraram alta de 4,8% - melhor resultado para este indicador desde 2014.

A maioria dos analistas concorda que são mudanças relevantes, chamando atenção para o fato de que no período entre os meses de abril e outubro 2,3 milhões de postos de trabalho foram criados no País, com reflexos diretos na demanda interna, favorecida também pela estabilização dos preços. Este conjunto de dados faz mais que confirmar que a recessão, depois de três anos, ficou para trás, indicando também que os cenários para 2018 no plano econômico serão mais positivos, levando muito provavelmente à revisão, para maior, das metas de crescimento.

Sobre a ocupação da população economicamente ativa, o detalhamento dos dados apresentados pelo IBGE fornece pistas importantes sobre o que está acontecendo. Primeiro, cabe registrar que das 2,3 milhões de vagas abertas, 1,7 milhão representa postos informais e apenas 17 mil são relativas a vagas com carteira assinada. Foram, portanto, 721 mil vagas informais ou temporárias, enquanto 676 mil postos de trabalho serão ocupados por trabalhadores por conta própria. São números que refletem em primeiro lugar a persistência de um clima ainda de insegurança entre os empregadores e, segundo mudanças mais profundas nas relações de trabalho, que tendem a ser mais flexíveis.

Trata-se, essencialmente, de favorecer a empregabilidade num contexto de mudanças em que, de fato, parece não haver mais espaço para a imposição de barreiras que sugerem proteção, mas podem ter efeito oposto, limitando e dificultando o acesso ao mercado de trabalho. Afinal, não há como escapar, na análise dos números agora apresentados pelo IBGE, à constatação de que 75% das vagas criadas desde fevereiro estão no mercado informal ou são ocupadas por quem trabalha por conta própria.

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