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Opinião

08/12/2017

Editorial

Pisando no acelerador
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A indústria de material de transportes, além de seu peso específico, é apontada como um dos melhores termômetros do comportamento e tendências da economia. No Brasil, onde o setor amargou nos últimos dois anos nível de ociosidade que chegou perto dos 40%, não é diferente e a indústria festeja os bons resultados de 2017 anunciando um novo ciclo de investimentos que deverão passar dos dez bilhões de reais nos próximos três anos.

A reversão de expectativas é, com certeza, mais um bom sinal. “O Brasil está de volta”, resume o principal executivo da Toyota no País, ao mesmo tempo em que confirma os investimentos que possibilitarão o lançamento de um novo modelo no País. A Volkswagen, que sonha retomar a liderança no mercado brasileiro, segue a mesma política, renovando seus produtos e prometendo lançar vinte modelos nos próximos três anos, tarefa que demandará investimento de R$ 2,6 bilhões. Uma corrida na qual a General Motors não quer perder a sua posição, tendo como estratégia a modernização de suas fábricas, com injeções que chegarão a anunciados R$ 4,5 bilhões. Também a Fiat, empenhada em reconquistar o primeiro lugar em vendas no mercado doméstico, trabalha intensamente para renovar sua linha, receita que Ford e Renault também prometem aplicar.

Enquanto os grandes players buscam consolidar suas posições, apostando num mercado que já foi o quarto maior no planeta e tem um potencial de expansão que só perde para China e Índia, montadoras menores parecem enxergar o mesmo cenário. É o que explica a associação da chinesa Chery com o grupo brasileiro Caoa, que, ousado, se apresenta como o primeiro fabricante genuinamente brasileiro no setor. Até mesmo empresas que haviam abandonado o mercado brasileiro anunciam que em breve estarão de volta.

Claro que são enormes as implicações desses movimentos que geram mais empregos, alimentam a cadeia de suprimentos e as redes de concessionários e, na ponta, a arrecadação. Assim, e diante das boas perspectivas que se anunciam e que têm como lastro o potencial do mercado brasileiro, é preciso lembrar que a indústria continua cobrando a definição de políticas para o setor, seja diante das transformações tecnológicas que também estão sendo aceleradas, seja em nome da segurança jurídica. A principal preocupação, nesse ponto, é a possível modificação no tratamento tributário reservado aos veículos produzidos no País.

Alega-se que uma abertura abrupta e antes que a indústria ganhe escala e condições estruturais para competir globalmente, poderá produzir efeitos opostos aos desejáveis, alterando o curso que hoje parece promissor. Cabe refletir a respeito.

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