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Opinião

08/02/2018

Editorial

Gargalos da mobilidade urbana
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Não é novidade para ninguém que no Brasil o nível de produtividade de um trabalhador é baixo na comparação com o de trabalhadores de países desenvolvidos. Isto se dá por conta de uma série de gargalos existentes no País e um dos que se destaca é a mobilidade urbana.

As horas perdidas no trânsito das grandes cidades afetam diretamente a produtividade e geram prejuízos significativos para a economia. Os trabalhadores gastam boa parte do dia no trajeto para o trabalho ou para casa, tempo que poderia ser gasto, além do descanso, com atividades produtivas, como, por exemplo, capacitação.

A movimentação de produtos e matérias-primas também é diretamente afetada pelo gargalo da mobilidade urbana nas grandes metrópoles. Há alguns anos, por exemplo, uma grande indústria da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) chegou a ficar paralisada por conta de uma interrupção no tráfego, o que impediu a chegada de insumos para a produção. Os prejuízos foram significativos.

Na capital mineira, os gargalos da mobilidade urbana são muitos. Principalmente por conta da falta de um sistema de transporte de passageiros eficiente e que atenda, além de Belo Horizonte, toda a região metropolitana.

Uma das alternativas que poderia solucionar este problema e que é utilizada em todo o mundo é a criação de um eficiente sistema de transporte sobre trilhos, com metrô, VLTs e trens urbanos de passageiros. Grandes cidades pelo mundo afora mantêm sistemas em funcionamento há algumas décadas, como, por exemplo, Nova York e Londres, e ainda continuam a investir em expansão.

Em Belo Horizonte, o metrô começou a operar na década de 80 e pouco avançou desde sua inauguração. Promessas de ampliação e projetos de até mesmo retomar os trens de passageiros nos municípios da Grande BH, integrado com o sistema de metrô, nunca saíram do papel.

E para piorar a situação, um corte no orçamento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) pode paralisar parcialmente o sistema em Belo Horizonte e outras quatro capitais brasileiras nos próximos meses, afetando cerca de 600 mil pessoas. Ou seja, em vez de estar discutindo a implantação de um sistema eficiente de transporte de massa nas metrópoles brasileiras, o poder público no Brasil está em vias de deixar que este sistema pare de funcionar em sua total capacidade, agravando ainda mais o sistema da mobilidade urbana.

Com esta mentalidade, de pouco investir em mobilidade, o Brasil continuará por muito tempo com um baixo nível de produtividade e menos competitivo no acirrado mercado global.

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