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Opinião

09/03/2018

Editorial

Jogando com as mesmas cartas
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O presidente Donald Trump, que fez da expressão America First o seu principal mote de campanha, tem demonstrado, neste ano e pouco de governo, que, para ele, as suas palavras são bem mais que marketing eleitoral. Nessa linha, em que está explicito que o interesse norte-americano vem sempre em primeiro lugar e o próprio presidente já disse que todos os países do mundo deveriam imitá-lo, crescem também as incertezas.

Parecem distantes, hoje, as promessas de um comercio mundial justo e aberto, destinado a promover a prosperidade, promover igualmente o crescimento dos mercados, situação em que, por óbvio, os maiores ganhos ficariam com a economia mais forte. Trump não acredita nisso, da mesma forma que tenta derrubar o discurso monocórdio da globalização em que, absurdamente, coloca seu país na posição de vítima.

Nessa toada, o avanço mais recente foi o anúncio de que os Estados Unidos aplicarão uma sobretaxa de 25% ao aço importado e de 10% ao alumínio. Tudo dentro da ideia de que as importações roubam empregos locais, pondo de lado o fato de que nos anos 70, no século passado, foram eles mesmos que exportaram o que chamavam de indústrias sujas e chegaram a se imaginar produtores, exclusivamente, de inteligência. Não deu certo e talvez Trump imagina voltar aos dias em que as usinas de Pittsburgh, na Pensilvânia, eram o centro da siderurgia mundial.

Em matéria de tal importância, as reações foram rápidas e contundentes, a começar dos chineses, seguidos de canadenses e mexicanos, os bons vizinhos que de uma hora para outra foram transformados em vilões. A Organização Mundial de Comércio (OMC), não faz muito tempo desclassificada pelo presidente norte-americano, cuidou de lembrar que as regras do comercio mundial estão sendo agredidas, enquanto até mesmo parlamentares republicanos lembram que políticas unilaterais podem ser um risco e se movimentam abertamente para que a decisão seja revogada.

O Brasil, segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos, por enquanto prefere o silencio, alimentando a esperança de que sejam criadas situações de isenção. Talvez fizesse melhor se seguisse o exemplo do então ministro Mário Simonsen que, em 1970, informado de que os norte-americanos taxariam calçados brasileiros em 35%, simplesmente respondeu que igual taxa seria aplicada aos filmes americanos. Foi o quanto bastou para a ideia ser esquecida.

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