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Opinião

12/04/2018

Editorial

Incertezas que vêm do exterior
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As agências de classificação de risco, que em 2008 não foram capazes de emitir um único alerta sobre os riscos de colapso do sistema financeiro nos Estados Unidos e na Europa, num silêncio que jamais tentaram sequer explicar, entraram num processo de descrédito que fingem ignorar. Caso da Moody`s, que em maio de 2016 rebaixou a nota de crédito do Brasil e agora, não sem surpresa, realiza movimento contrário, passando a perspectiva do País para estável.

Ao anunciar a sua reavaliação, na segunda-feira, a Moody`s informou que seus analistas têm expectativas mais favoráveis com relação ao encaminhamento consistente da reforma fiscal no próximo governo e esperam um crescimento econômico mais forte. Queda dos juros, aumento da demanda por crédito e melhorias no mercado de trabalho são os fundamentos de suas previsões.

Também na segunda-feira o dólar chegou a ser vendido a R$ 3,41, maior valor desde dezembro de 2016. Internamente e, sobretudo, nos círculos do mercado financeiro as variações no câmbio refletem as tensões em torno da guerra comercial entre Estados Unidos e China, que coloca em questão o processo de recuperação da economia global, amplificando um cenário de crescente incerteza, capaz de produzir efeitos muito negativos sobre as vendas externas brasileiras. Também são apontadas as incertezas geradas pela prisão do ex-presidente Lula e o quadro eleitoral ainda indefinido no País, apesar da aproximação das eleições.

Sobre o assunto e ainda na segunda-feira se manifestou, mesmo que indiretamente, o presidente Michel Temer ao dar posse aos novos titulares das pastas da Fazenda e do Planejamento. Para o presidente da República, em síntese, o País ainda não pode dar por superadas as tensões e a turbulência que enfrenta no campo político, com repercussões indesejadas na economia. Curiosamente, ou sintomaticamente, nenhum comentário sobre a nota da Moody´s que, lembrando 2008, soa irrelevante.

Não é o caso das preocupações assinaladas com relação às incertezas quanto ao comportamento da economia mundial, a partir dos movimentos de seus dois mais influentes representantes. As retaliações de um e de outro lado, se consumadas nas proporções que estão sendo anunciadas, produzirão fatalmente um cenário totalmente diferente, com riscos bastante grandes para o Brasil. No campo da economia e sem lugar a dúvidas esta é a questão do momento, sendo fundamental que a equipe econômica cuide, em regime de urgência, de definir estratégias para um cenário externo restritivo e em que o ideal de uma globalização cooperativa e solidária vai ficando mais distante.

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