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Opinião

12/05/2018

Editorial

Receita para País crescer
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A economia brasileira, agora temerosa diante da possibilidade de engasgos na economia global, vai reagindo lentamente, depois do pior ciclo de recessão já enfrentado. Como tem sido dito e repetido, ganhar velocidade e consistência nesse processo demanda, além da reordenação das contas públicas e maior qualidade nos gastos, reformas que, em rápida síntese, tornem o Estado mais leve e o setor privado mais eficiente. O assunto retorna a este espaço a propósito da realização, no Rio de Janeiro, do Fórum Nacional, idealizado e conduzido pelo ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso, tendo como objetivo pôr em discussão os grandes temas de interesse nacional.

Este ano o fórum, que completa 30 edições consecutivas, deu ênfase à questão dos investimentos em infraestrutura de transportes, estagnados há pelo menos duas décadas. Sem a possibilidade de transportar, a custos e prazos adequados, o que é produzido não haverá aumento da produtividade e como primeira consequência a economia, mesmo que sustente a recuperação, o fará lentamente. “Expandir a infraestrutura é a chave para crescer mais”, resume um dos organizadores do evento.

Os investimentos na área, considerada manutenção e expansão de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, consomem hoje, aproximadamente, o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) e claramente não é o suficiente. Para recuperar o tempo perdido e garantir que o sistema atenda, com eficiência, à demanda será preciso investir o equivalente a até 5% do PIB durante os próximos 20 anos, o que significa injetar na área de transportes – numa conta em que não entra o transporte urbano de passageiros – entre R$ 130 bilhões e R$ 200 bilhões ao ano.

Com recursos públicos e consideradas as condições atuais não há como dar partida a uma empreitada dessa envergadura. Resta, conforme lembra o professor da Fundação Dom Cabral e um dos participantes do Fórum, Paulo Resende, dar curso ao programa de concessões, porém dentro de um modelo que, além de segurança jurídica, garanta lucro para o investidor e qualidade para o usuário. Isso significa também fortalecer os marcos regulatórios e as agências, num contexto de planejamento mais adequado e visão de longo prazo, resume o especialista.

Certo é que não dá para continuar perdendo tempo e, pior, deixando de lado também a navegação interior e de cabotagem, com respostas mais econômicas, ou permitindo que os grandes centros urbanos caminhem para uma condição de virtual imobilidade. Produzir, transportar e competir nessas condições aos poucos tornam-se tarefas impossíveis.

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