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Opinião

17/05/2018

Editorial

Esperando pelo futuro
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O presidente Michel Temer está completando dois anos à frente do cargo e tem pela frente pouco mais de meio ano de mandato. O presidente contabiliza, a seu favor, o fim da recessão no País, ainda que os níveis de crescimento se apresentem bastante modestos, e a redução drástica da inflação, acompanhada de queda nas taxas de juros. E talvez lamente não poder dizer que as taxas de desemprego regrediram, ponto que há dois anos ele apontava como aspiração máxima para sua gestão.

Neste balanço um tanto acanhado, em que produzir a sensação de êxito está mais escorada na propaganda e no marketing que propriamente na apresentação de dados objetivos, o presidente também talvez se acanhe por não poder prestar contas satisfatoriamente do andamento das reformas que, de alguma forma, foram também pretexto para sua ascensão. A reforma política, por exemplo, era apontada como imperativa, de certa forma a própria razão de ser do impeachment, e sinal de partida para as grandes mudanças, inclusive comportamentais que passariam a marcar a política e a gestão pública, fundada na ética e pautada pelo mérito.

Com tais predicados, em verdade não mais que pressupostos da adequada condução dos negócios públicos, o novo governo esperava também dar início ao ajuste fiscal, reordenando e reequilibrando os gastos públicos, mesmo que para isso fosse necessário cortar na própria carne ou, como chegou a ser prometido, reduzindo-se drasticamente o número de ministérios. Seria a receita, dizia-se, capaz de recolocar a economia nos trilhos, restabelecer a confiança dos investidores e assim atrair recursos que fariam girar as rodas da economia. Além de gerar os empregos que dariam ao presidente da República a sensação de missão cumprida.

Como foi dito acima, em alguns aspectos o País avançou nestes últimos dois anos. Muito pouco, porém, diante do caminho a ser percorrido, diante da pressa das empresas que veem seus recursos e suas energias se esgotarem ou da emergência dos trabalhadores que perderam seu sustento. Pouco, também, diante das boas intenções que foram esquecidas tão rapidamente, como a desburocratização e a simplificação tributária, que poderiam ter produzido resultados sem demandar custos extravagantes, ajudando a aliviar o peso do Estado e, quem sabe, fazendo surgir novos e mais adequados parâmetros.

Com a aproximação das eleições, com pré-campanhas já em marcha e com o recesso, de início informal, do legislativo já bem próximo, o horizonte imediato do presidente da República se apresenta bastante limitado e sua capacidade de produzir resultados quase esgotada. Adia-se o futuro, fica a esperança de que as escolhas a serem feitas na votação de outubro possam finalmente levar o Brasil a um caminho de transformações e resultados.

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