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Opinião

19/05/2018

Editorial

Reação adiada para economia
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O presidente Michel Temer comemorou o segundo aniversário de seu governo afirmando que “tirou o País do vermelho” e alinhando entre seus principais feitos o sucesso no combate à inflação e a consequente redução das taxas de juros. Lembrou também que a recessão ficou para trás, com a economia retomando a rota do crescimento. O presidente da República, numa cerimonia considerada discreta, deixou de abordar os revezes no campo da política que, por enquanto, produziram como principal resultado o virtual bloqueio das iniciativas relacionadas ao ajuste fiscal, em particular a reforma da Previdência, apontada como a principal e mais urgente.

O balanço de Temer, na terça-feira (15), coincidiu com a divulgação pelo Banco Central do Índice de Atividade Econômica relativo ao primeiro trimestre do ano e considerado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). E os resultados exibidos não foram bons, apontando uma queda de 0,13% na atividade econômica entre os meses de janeiro e março, na comparação com o quarto trimestre de 2017. Traduzindo, a tão esperada recuperação da economia não aconteceu, com os resultados ficando distantes das projeções e muito provavelmente antecipando que as metas esperadas para o ano não se cumprirão.

Reforça esta expectativa, em primeiro lugar, a aproximação das eleições que, é sabido, impõe uma virtual paralisação ao governo. Os mais duros chegam a dizer que, na prática, no Palácio do Planalto já foi iniciada uma espécie de contagem regressiva e sem possibilidade de qualquer decisão que possa impactar a economia, revertendo a tendência observada. Ainda no campo interno, o próprio processo sucessório é também motivo de preocupações, face às incertezas geradas, num quadro em que faltam definições cruciais. Nem de longe, em resumo, uma situação que possa animar investidores e, por consequência, propiciar uma guinada à frente.

Também no campo externo crescem as evidências de que fatores de perturbação ameaçam a economia global, com reflexos internos cujos sinais mais evidentes, hoje, podem ser percebidos nas flutuações cambiais, com forte valorização do dólar. São mudanças em curso, fundamentalmente ditadas pelas políticas do presidente Donald Trump, afetando o comércio e, mais amplamente, toda a economia mundial, ao mesmo tempo em que crescem as áreas de conflito e instabilidade, com potencial para se aproximar do imponderável.

E tudo isso, no que toca ao Brasil e seus interesses mais imediatos, sem que se possa concordar que o País tenha saído do vermelho, como aponta o presidente da República, deixando de lado o desequilíbrio fiscal, claramente um passivo que também compromete o futuro.

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