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Opinião

09/08/2018

Editorial

EDITORIAL | Reação com sinal de alívio
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O calendário eleitoral avança e, por conta da marcha do tempo, as eleições que, dizem alguns analistas, poderão ser as mais importantes desde a redemocratização, ficam mais próximas. O que não significa, em absoluto, clareza com relação ao futuro, uma vez que o quadro político permanece indefinido e incerto, sem sinais, portanto, de definições que, também no campo administrativo, são cruciais para o País. Cabe notar, a propósito, que até agora, entre os candidatos já habilitados a concorrer à Presidência, nenhum deles foi preciso o suficiente na apresentação de seus projetos e, sobretudo, de como realizá-los, superando as barreiras e armadilhas que continuam presentes.

Na perspectiva da economia e das reações tão aguardadas quanto urgentes, este clima continua provocando desânimo e tornando difícil qualquer aposta no futuro. Ainda assim, e igualmente cabe registrar, existem sinais para algum alento ou, pelo menos, para o entendimento de que as coisas podem ser menos ruins do que se imaginava. Estamos falando das consequências da greve dos caminhoneiros, no mês de maio, que foram menos grave do que se imaginava, e das reações positivas percebidas nos meses de junho e julho, acima das expectativas.

É o que confirma a Federação das Indústrias ao registrar, para o Estado, um crescimento de surpreendentes 26,8% em junho, resultado evidentemente afetado pela queda de 16,2% no mês anterior, mas ainda assim surpreendente e pouco acima da média nacional para o período, evidenciando uma tendência que deve ser percebida com alento, ainda que não enseje comemorações. A propósito, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) cuida de lembrar a piora da conjuntura externa e as muitas dúvidas acerca da política econômica a ser adotada em função dos resultados das eleições de outubro, além de possíveis efeitos, ainda desconhecidos, da crise que afetou o transporte de cargas no País.

Em síntese, cautela continua sendo dever de casa para investidores e empresários, ainda que se possa enxergar com alívio, que no mês de junho o faturamento da indústria mineira cresceu 9,8% em relação a igual período do ano anterior. Nos últimos doze meses o crescimento foi de 4,2%, contra apenas 1,7% em 2017, após três anos seguidos de queda.

São boas novas que chegam para, além de produzir alívio, recomendar que a escolha de cada eleitor seja bem-feita na votação de outubro.

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