16/08/2018
Login
Entrar

Opinião

17/07/2018

EDITORIAL | Futuro fica para depois

Email
A-   A+
A Câmara dos Deputados está em recesso, em nome das férias parlamentares, mas em termos práticos isso significa que a atual legislatura, que definitivamente não deixará boas memórias, pode ser dada por concluída. Terminado o recesso, no mês de agosto, todos os parlamentares estarão envolvidos, de uma forma ou de outra, na campanha eleitoral, o que significa que não haverá expediente, e que também dificilmente ocorrerá – pelo menos em termos de que sejam tomadas decisões relevantes – depois das eleições e até que os eleitos estejam devidamente empossados, já no próximo ano.

Trata-se de uma rotina que em condições normais seria, para o que delas participam, no mínimo constrangedora, tendo em conta deveres que são descumpridos, deixando ao desamparo a representação que deveria ser a peça de sustentação do sistema político em que todos estamos abrigados. E, pragmaticamente, há que contar os custos que todo esse processo envolve, que, além de absurdos e desproporcionais, se revelam também inúteis na perspectiva do contribuinte-cidadão que paga as contas apenas para sustentar uma farra despropositada.

O mais triste - e grave - é que o virtual encerramento da atual legislatura em nada indica que se tenha cumprido uma etapa para que outra, melhor, possa ter início. A contabilidade política desfavorece qualquer otimismo a respeito, tanto mais que pesquisas de opinião recentemente realizadas e divulgadas apontaram que, ao contrário do que se esperava, a renovação na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e nas assembleias estaduais terá proporções diminutas este ano. Mudanças mesmo, pelo que se constata, correrão apenas por conta dos partidos políticos que se apresentam com denominações toscamente alteradas, o que é mais uma evidência da baixa conta em que os políticos em geral têm com relação à inteligência dos cidadãos. Exceções, que existem, mas vão aos poucos se apagando pela desilusão, aparecem apenas para confirmar a regra.

Tudo isso, cabe lembrar e apontar mais uma vez, é o altíssimo preço que a sociedade brasileira está pagando por ter feito tão pouco, na realidade quase nada, em prol da reforma política, que deveria ter sido o alicerce para a construção de uma sociedade mais equilibrada, num contexto em que os vícios políticos já suficientemente identificados teriam sido extirpados. Nada foi feito e os resultados, ou a falta de resultados, aí estão como uma espécie de fantasma que atormenta todos quantos continuam esperando um futuro melhor.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

15/08/2018
EDITORIAL
EDITORIAL | Mais distante das soluções
15/08/2018
Impacto moral do aumento do STF
Todos os meios de comunicação do País têm produzido matérias sobre o impacto do aumento que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se autoconcederam com...
15/08/2018
Pagando por erros passados
Dados da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) mostram que as exportações de produtos manufaturados dos últimos três anos são...
15/08/2018
Quotas de condomínio desequilibradas
Muitos fatores são preponderantes para que as pessoas possam definir sobre a viabilidade de comprar ou alugar um imóvel, sendo que o custo de manutenção do local...
14/08/2018
EDITORIAL
EDITORIAL | Sem critérios e sem medida
› últimas notícias
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


15 de agosto de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.