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Opinião

12/07/2018

EDITORIAL | História a ser cultivada

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Comemora-se esta semana o 42º aniversário da inauguração da fábrica da Fiat em Betim. Lembrar a data é ressaltar um dos marcos mais importantes para a economia mineira e também como foi possível, com tenacidade, concretizar um sonho que parecia impossível. Acreditava-se que o mercado brasileiro não comportaria uma quinta montadora de grande porte e as quatro já instaladas, todas elas em São Paulo, não mediram esforços para fechar as portas ao concorrente. Acreditava-se que não haveria mercado, que faltariam trabalhadores qualificados e que seria impossível abastecer uma fábrica tão distante dos centros fabris tradicionais.

Hoje sabemos que valeram mais os esforços iniciados pelo governador Israel Pinheiro e completado pelo governador Rondon Pacheco, com integral apoio da administração federal. E também a operação desenhada, inédita, com participação acionária direta do governo mineiro, que garantiu também toda a infraestrutura da fábrica que, graças ao trabalho do engenheiro Adolfo Neves Martins da Costa, foi concluída antes do tempo previsto e a custos menores do que os orçados.

Da fábrica de Betim saíram produtos que modificaram, revolucionando, a indústria automotiva brasileira, como os primeiros motores transversais e carrocerias auto deformantes capazes de absorver impactos sem transmiti-los a condutor e passageiros. Uma novidade que hoje é padrão e por certo ajudou a Fiat a conquistar em tão pouco tempo a liderança do mercado nacional, posição mantida por mais de uma década, tudo isso ajudando a fazer da fábrica de Betim a maior operação da Fiat fora da Itália. E também a mais lucrativa.

Essa trajetória brilhante e até então ascendente depois que a antiga Fiat Auto, a matriz do grupo na Itália, adquiriu a norte-americana Chrysler e, por razões que se revelaram equivocadas, convocou um dos executivos da última para dirigir as operações no Brasil. O escolhido, que anteriormente se dedicara à construção da fábrica de Pernambuco, que nasceu Fiat mas foi inaugurada com a marca Jeep, enxergava em Betim apenas uma plataforma de produção e, na rebatizada Fiat Chrysler Automobiles (FCA), uma organização com interesse em toda a América Latina e que, portanto, deveria ser comandada a partir de São Paulo.

Minas perdeu muito mas a Fiat perdeu ainda mais, notadamente liderança e participação no mercado brasileiro. Felizmente o erro não demorou a ser percebido e corrigido e a Fiat está tratando de recuperar sua história e suas raízes, que estão fincadas em Minas. Com toda certeza não haveria melhor maneira de comemorar seus 42 anos.

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