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Opinião

07/08/2018

EDITORIAL | Minas e o seu lugar

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A participação da indústria extrativa mineral na composição da renda nacional é, hoje, amplamente reconhecida, mesmo que acompanhada, em alguns casos, de questionamentos sobre os impactos dessa atividade sobre o meio ambiente. São considerações que, espera-se, levem a melhores práticas, porém sem que se perca da vista a importância econômica da mineração e, igualmente, a importância de Minas Gerais neste contexto. O Brasil é hoje o maior produtor e exportador de minério de ferro do planeta e essa condição foi alcançada sobretudo como resultados das atividades da Companhia Vale do Rio Doce, hoje simplesmente Vale, na região de Itabira, intensamente explorada há mais de 50 anos.

O eixo da atividade mineral no País está se deslocando de Minas Gerais para o Pará e este é um processo natural e que não se pode deter. Itabira caminha para o esgotamento e Carajás tem potencial para muitas décadas mais de atividades, além de estar mais perto do porto de embarque. Este é um fato tão objetivo quanto a constatação de que Minas Gerais não pode assistir, passivamente, a que Itabira se transforme num deserto ou que os trilhos da Vitória a Minas, inúteis, sejam cobertos pelo mato.

É preciso máxima atenção, é preciso reagir, é preciso sobretudo exigir. A Vale nasceu em Minas, ganhou seu esplendor pelas mãos de mineiros e o mesmo se deu com Carajás, em que dois mineiros, Fernando Roquete Reis e Eliezer Batista, somaram seus talentos para pôr de pé a maior mina do planeta. É nesse contexto que se deve situar a intervenção, por enquanto bem-sucedida, da Federação das Indústrias de Minas, para impedir que recursos gerados pela renovação da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas sejam investidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fora do Estado e, mais especificamente, em Minas Gerais e no Espírito Santo, quem sabe no sentido de caminhar para a tardia concretização do corredor industrial que se imaginou erguer no Vale do Rio Doce, exatamente como a melhor consequência das atividades da Vale.

Está na hora de exigir, está na hora de gritar e de cobrar a qualquer custo. Minas já perdeu muito e sua economia entrou, em termos realísticos, num patamar de involução, fenômeno que se observa com mais força exatamente na indústria. A atuação da Fiemg traduz muito bem essa disposição de mudar, que é concretizar, não há como duvidar, se bem acompanhada e articulada com a bancada federal mineira.

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