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Opinião

13/04/2018

EDITORIAL | Missão para os bancos públicos

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As condições de sustentação e, mais, de expansão de qualquer economia passa necessariamente pelas facilidades de acesso ao crédito, situação que está ainda distante da realidade brasileira. Em primeiro lugar, porque os juros praticados na ponta do mercado prosseguem excessivamente elevados, apesar dos cortes havidos nas taxas oficiais que na prática são apenas referência. Segundo, porque a oferta de crédito continua restritiva, especialmente para investimentos nas linhas de fomento a médio e longo prazos.

Empresários têm batido nessa tecla de forma sistemática, chegando a afirmar que os cortes anunciados pelo Banco Central estão mais próximos da ficção que da realidade.
Enquanto isso os bancos, inclusive os públicos, continuam operando em conições sem paralelo no mundo, alcançando índices de lucratividade que não fazem sentido, especialmente para uma economia que atravessou quase três anos de recessão e só agora dá início a um ciclo de, por enquanto, lenta recuperação.

E não são apenas empresários que reclamam e apontam na direção do bom senso. Esta semana, ao tomar posse na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o até então ministro do Planejamento Dyogo Oliveira apontou no mesmo rumo, dizendo que o banco precisa ser reinventado, para que seja de fato um promotor do desenvolvimento. Não há outra forma de se alcançar este objetivo que não através de projetos de qualidade e confiabilidade, sustentados por linhas de crédito adequadas no custo e no tempo. Também o presidente Michel Temer, que se encontrava presente, seguiu a mesma linha de raciocínio, defendendo que os bancos públicos não se afastem de sua função social.

Se para o bom entendedor meia palavra basta, o presidente da República, talvez sensibilizado pela aproximação das eleições, fez bem mais que isso. Não perder a função social pode ser entendido como não perder o papel regulador, condição que, somados, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal têm as melhores condições para exercer, fazendo muito mais que garantir recursos para programas habitacionais. Na realidade e ao contrário do que seria desejável, os bancos públicos operam nas mesmas condições que os bancos privados, alcançando patamares de lucratividade que estão bem distantes de sua suposta função social e só não são maiores por conta de problemas de gestão.

Não temos dúvidas que para que se possa devolver ao sistema bancário o seu verdadeiro papel, para que eles operem dentro de padrões equivalentes ao que acontece no restante do mundo, o papel e a atuação dos bancos públicos no Brasil pode ser decisivo. Desde que haja vontade política, conforme sugere o presidente Temer.

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