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Opinião

19/07/2018

EDITORIAL | Muito perto do confronto

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Bastante controvertido, para usar expressão delicada, o presidente Donald Trump regressou de sua, até agora, mais longa viagem internacional, com a única certeza de que fez crescer as apreensões com relação às suas atitudes, intenções e o que tudo isso pode representar. À exceção de Putin, na Rússia, só conversou com aliados e supostos amigos, mas definitivamente não foi esta a impressão que deve ter deixado em cada um de seus anfitriões, especialmente alemães e britânicos.

Por mais absurdo que possa parecer, Trump cultiva a ideia de que seu país é uma espécie de vítima nas injunções estratégicas, militares e comerciais no mundo. É a ideia, expandida, do American First, principal slogan de sua campanha e uma das explicações mais plausíveis para sua presença, hoje, na Casa Branca, além dos afagos constantes aos eleitores conservadores. E tudo isso muito parecido com suas pressões para que os países que participam da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aumentem seus gastos militares, aliviando assim a conta que Trump acredita estar pagando sozinho. Ou o recado aos britânicos para que não discutam os termos de sua saída da Comunidade Europeia e sim processem seus antigos parceiros. Tudo muito simples e à moda dos cowboys, pelo menos daqueles vistos nos filmes de Hollywood, nos quais Trump parece se enxergar.

O isolamento político através da desintegração de antigas alianças que, pelo menos, ajudaram a manter o planeta numa situação de razoável equilíbrio, parece caminhar para se completar com o isolamento econômico. Também nesse campo o atual presidente dos Estados Unidos enxerga seu país como vítima, fazendo da China por razões bastante óbvias o alvo preferencial. Num contexto de imprevisibilidade ditada exclusivamente pelos humores do presidente, ninguém faz apostas, se não no risco crescente de instabilidade, ameaçando o processo de recuperação da economia global e, tudo faz crer, podendo levar a um retrocesso ainda maior.

Trata-se de um conjunto de condições desestabilizadoras e que podem conduzir a um processo de ruptura, com riscos exponenciados uma vez que os atores principais nessa história, começando do próprio Trump, tem arsenais e, pior, seus dedos nunca saíram dos gatilhos. É nesse cenário de incertezas crescentes e riscos que vão se acumulando, sem dúvida alguma, motivos de sobra para muita preocupação.

Claramente a temperatura está subindo e como na primeira e segunda guerras mundiais, as ambições econômicas poderão acabar sendo o estopim.

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