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Opinião

07/07/2018

EDITORIAL | Pouco tempo e muitas tarefas

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O mandato da ex-presidente Dilma Rousseff foi encurtado a pretexto de ser preciso – e urgente – corrigir erros na condução da economia e, dessa forma, recuperar a confiança dos investidores criando condições objetivas para a volta do crescimento, dependente também da correção de graves desvios no plano ético. As previsões e esperanças se frustraram, o País prosseguiu na trilha de um desequilíbrio estrutural cuja marca mais forte é o crescente déficit fiscal. Assim, reparar os estragos dos últimos anos, a um custo que evidentemente será maior, fica para o próximo governo, a ser escolhido no próximo mês de outubro.

Quem observa o que se passa diz que não será tarefa fácil, que o peso – e custo – do Estado terá que ser aliviado e questões tão urgentes quanto a reforma da Previdência terá que ser levada a cabo. Sem avanços que passam também pela reforma tributária e pela desburocratização, que muito poderá contribuir para reduzir custos e elevar a competitividade, a alternativa poderá ser, e em curto espaço de tempo, uma situação de virtual colapso, com consequências absolutamente imprevisíveis. E tudo isso sem que seja preciso apontar também na direção da reforma política, cuja falta ajuda a explicar todo o resto.

Mais uma vez, e como já foi dito no passado, pior que o diagnóstico é o prognóstico. O quadro eleitoral continua bastante incerto, sem que se possa oferecer aos analistas sequer pistas quanto ao resultado mais provável. Certo é que os candidatos que se apresentam têm repetido, sem exceções, promessas pouco consistentes e que apenas reproduzem o que cada um deles imagina que o eleitor deseja ouvir. Faltam projetos e, sobretudo, faltam estratégias, para a construção de alianças que possibilitem governabilidade e não reproduzam as condições atuais, ao mesmo tempo indesejadas e impróprias.

Faltando menos de cem dias para as eleições, o tempo vai se encurtando e as possibilidades de mudanças reais vão se reduzindo. Por exemplo, pesquisas recentemente divulgadas dão conta de que, ao contrário do que se esperava, são pequenas as chances de renovação no Legislativo, que majoritariamente continuará ocupado pelos mesmos personagens, seus filhos ou netos e dezenas de partidos que se alimentam do vazio que ajudaram a criar. Vale dizer, são diminutas as chances, para o futuro presidente da República, que o quadro político possa ser muito diferente do atual, embora certamente serão ainda maiores os desafios a enfrentar.

Entender a realidade tal como ela se apresenta é o primeiro passo para que seja possível modificá-la, no entendimento elementar de que como está não pode continuar.

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