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Opinião

20/03/2018

EDITORIAL | Sinais ainda são confusos

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Já foi lembrado neste espaço, mas, diante da importância do tema, nunca será demais voltar a ele. O presidente Temer chegou ao Palácio do Planalto com muitas críticas ao governo anterior, apontando seus desacertos na área econômica e colocando o reequilíbrio das contas públicas como primeiro e mais importante passo no rumo da recuperação. Na sequência e, por suposto, depois de uma avaliação mais minuciosa, apontou o déficit do sistema previdenciário, assim como seu potencial crescimento, como o maior de todos os problemas para sua administração.

Coerente, o presidente encaminhou ao Legislativo proposta de reformas que implicariam em redução de despesas e, ao longo do tempo, do próprio déficit, adiantando que, sem a correção, em poucos anos o sistema estaria inviabilizado. Foi desencadeada, a partir desse ponto, uma batalha política, com os aliados do governo negociando votos à custa dos mais variados favores. Nem assim a empreitada teve sucesso e, para escapar de uma derrota cada vez mais provável por conta da aproximação das eleições, o tema afinal saiu da pauta. Para os críticos mais ácidos teria sido este o “golpe de mestre” do presidente ao decretar intervenção na área de segurança no Rio de Janeiro, situação que automaticamente bloqueia qualquer possibilidade de mudanças na Constituição.

Mudou a situação, mas o problema permanece e, supõe-se, numa escalada que traz à lembrança as muitas advertências da alta administração federal, do ministro da Fazenda inclusive, no sentido de que em mais alguns anos as despesas com a Previdência consumirão todos os recursos federais, situação que evidentemente não tem como ser sustentada. As mesmas circunstâncias, se verdadeiras tal como afirmava o governo, indicam igualmente que a hoje festejada recuperação da economia está condenada a ter vida curta, restando para o novo governo uma herança verdadeiramente maldita.

Não é o que tem sido ouvido nos corredores e gabinetes do Palácio do Planalto, em Brasília. A crença é de que a economia está reagindo, deverá crescer pelo menos 3% este ano, prosseguindo em rota ascensional. Fala-se inclusive, com alguma dose de exagero, que o mundo já teria redescoberto o Brasil e que os investimentos retornam em direta proporção com tal sentimento.

Para resumir, parece que está faltando senso de realidade, tema que alguns empresários de peso abordam numa outra perspectiva. Eles anotam que o pacote de medidas anunciadas, justamente para neutralizar os efeitos mais danosos da paralização da reforma, definitivamente não preenchem os espaços deixados vazios e não bastariam sequer para produzir ilusões. Até porque, lembram, o anúncio das nove medidas até agora não foi acompanhado de qualquer ação concreta.

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